
Este livro vai ser como poucos: pretende valorizar com um novo olhar a cidade de Gravataí e seus habitantes, para reforçar positivamente os laços com a cidade. É um projeto único, resultado da extensa e atenta documentação visual de Dulce Helfer sobre a cidade, ao longo dos anos. Um álbum como Gravataí jamais teve, que reúne a arte fotográfica de Dulce Helfer e o design gráfico de Cristiane Löff.
O conceito do livro é permitir que o cidadão se veja espelhado numa cidade real com suas características singulares. Uma cidade com seus jardins e parques, seus monumentos e patrimônios históricos, suas festas e expressões artísticas. Descolando a imagem de cidade complementar da Grande Porto Alegre, e destacando a região por sua própria identidade. Uma edição valiosa para a autoestima da população, que poderá ser vista dentro de um contexto visual à altura de sua realidade afetiva. Imagine a noção de pertencimento.

Por um patrocinador que valorize Gravataí
O projeto, porém, não se resume apenas ao álbum. Para ampliar a percepção dos moradores sobre a sua terra, está prevista exposição com parte das fotos e textos. Com entrada livre, o material permanecerá ao alcance de todas as classes sociais.
O evento inclui coquetel inaugural e lançamento do livro, que será editado através da Lei de Incentivo à Cultura, de âmbito federal.
O livro documental sobre a cidade de Gravataí terá parte de sua tiragem destinada às escolas e bibliotecas públicas. Outra parte ficará como presente oficial no Gabinete do Prefeito, para ser entregue a visitantes. Os textos que acompanham as imagens serão de professores e historiadores de Gravataí, todos com notório saber sobre sua cidade, bem como depoimentos de personalidades da cidade, artistas, empresários, entre outros ilustres moradores ou conterrâneos.
Serão incluídas no livro fotos do parque industrial e ensaios fotográficos das empresas que fazem a economia da cidade girar e crescer. Algumas delas poderão viabilizar a realização deste álbum através de patrocínio, com transferência de impostos via lei Rouanet, autorizados pelo Ministério da Cultura.

Contrapartidas para o poder público e também para os alunos da cidade
Para garantir a correta distribuição de parte dos livros doados às Escolas do Município e às Bibliotecas Públicas, a responsabilidade será da Secretaria de Educação do Município de Gravataí. Esta ação conjunta com a prefeitura de Gravataí já iniciou: o projeto recebeu o apoio das Secretarias Municipais de Comunicação, que disponibilizaram um roteiro inicial com toda a logística para a realização de fotos.
Outra contrapartida social é a realização de oficinas para os alunos, com a presença dos autores do livro em passeios com palestras sobre como redescobrir, com seu próprio olhar, a cidade, sempre incentivados pelo conteúdo do livro. O álbum, com projeto gráfico de Cristiane Löff, será impresso em páginas com design contemporâneo, para realçar suas belezas e história riquíssimas, muitas vezes desconhecida pela própria população.

CONTATOS
As autoras deste projeto editorial exclusivo sobre Gravataí, a designer Cristiane Löff e a fotógrafa Dulce Helfer, estão à disposição dos interessados para fornecer maiores informações e detalhamento do projeto. Entrevistas também podem ser agendadas através dos fones (51) 82519699 ou (51) 96852043.

A seguir, Dulce Helfer fala da sua arte e trajetória
Quando publiquei certa vez fotos do Rio Gravataí na minha página do Facebook, muita gente achou que fosse a Amazônia, pela beleza do lugar. É que já expus no Theatro São Pedro imagens que fiz ao navegar por 2 meses no Alto Solimões. A fotografia nos leva a viajar pelo mundo e a observar detalhes que passam despercebidos na pressa do nosso cotidiano. A fotografia pode mudar fatos, ou testemunhar momentos importantes das pessoas, ou da história.

Não escolhi ser fotógrafa. A fotografia me escolheu, a partir do momento que descobri a importância e o poder dessa arte. Sim, é arte para quem ama o que faz e não uma simples obrigação. Aprendi a compreender a sociedade e o mundo fotografando o cotidiano das cidades por onde passei. Foram quase 20 países, mas foi em Porto Alegre que escolhi viver.
Tenho preservadas milhares de imagens, tanto analógicas quanto digitais. Daria para ilustrar centenas de livros. Já participei de 48 e atualmente trabalho em mais dois. Cada foto importante nesses anos todos, que me trouxeram viagens e premiações, é parte dos signos de mudanças que me levaram a me dedicar cada vez mais à fotografia.

Saber que pude ser testemunha ocular e registrar grandes fatos do cotidiano, muitas vezes trazendo à luz verdades escondidas ou desconhecidas, me traz uma certeza: mesmo quando eu não estiver mais aqui, as imagens que registrei estarão contando histórias da vida, da sociedade, suas mudanças e acontecimentos. E foi assim que descobri essa cidade.
Não me apaixonei por Gravataí nas primeiras vezes que vim aqui, por obrigação, fotografar eventos para a Zero Hora, jornal onde trabalhei por 27 anos. Mas aos poucos, outros bons motivos, como a ONG Chicote Nunca Mais, me levaram a achar os grandes tesouros que essa cidade revela. A natureza farta e de grande beleza, como pude ver ao navegar pelo rio que corta a cidade e a vegetação da Mata Atlântica, mais os casarões tombados e o inusitado Encontro de Carreteiros, que pude acompanhar.

Tudo isso me fez querer documentar ainda mais essa cidade, que a maior parte dos gaúchos desconhecem. Na verdade, o que torna o município conhecido são as grandes empresas e seu Distrito Industrial. É esse lado poético e turístico da cidade que ainda necessita ser descoberto. E é com esse novo livro que quero contar mais uma ótima história. Para que Gravataí seja descoberta também por outras pessoas, e que com esse livro aprendam a dar a importância que a cidade merece.







