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    crise do coronavírus

    As contas para Gravataí e Cachoeirinha saírem do distanciamento social

    por Rafael Martinelli | Publicada em 21/04/2020 às 16h45| Atualizada em 27/04/2020 às 12h57

    Dois estudos concluídos pelo Governo do RS dia 17 de abril norteiam a saída gradual da região metropolitana do distanciamento social, a princípio a partir do dia 1º de maio – conforme calendário definido pelo decreto estadual 55.184 e seguido pelos prefeitos mantendo o comércio fechado, serviço público apenas essencial e aulas suspensas nas redes públicas e privada.

    Enquanto estudo as fórmulas e busco dados locais e regionais para aplicar os modelos matemáticos e epidemiológicos, compartilho com os leitores o Modelo de Distanciamento Controlado do Rio Grande do Sul e a Projeções de necessidade do número de leitos e óbitos no RS.

    É só clicar em cima dos títulos para ler o que já está na mesa de Marco Alba; Miki Breier; Darci Lima da Rosa; Valdir Elias, o Russinho e prefeitos da região metropolitana.

    Regras sanitárias, inclusive, que estarão em novos decretos municipais nos proximos dias.

    A estratégia de saída da ‘quarentena’ vai ser definida comparando os dados que o Seguinte: já trouxe em O estudo que prorrogou para o dia 30 abertura do comércio; Gravataí, Cachoeirinha e Glorinha teriam 15 vezes mais casos, com as experiências de Alemanha, Estados Unidos, Itália, Espanha e França.

    Para construir os cenários regionalizados, o plano do governo gaúcho vai usar dados de testagem que estão sendo coletados pela Universidade Federal de Pelotas e estimativas de óbitos e internações hospitalares, conforme a oficialização das novas informações.

    O estudo estimou que, até o dia 14 de abril, apenas 0,05 da população gaúcha já teve contato com o vírus, manifestando ou não sintomas. Como a taxa de isolamento é calculada em 41% – e 86% dos portadores não terão sintomas relevantes, mas serão responsáveis por 79% das transmissões (dos infectados, 15% poderão precisar de tratamento e 5% de internação em uma unidade de tratamento intensivo) – o potencial de contágio ainda é gigantesco.

    O cenário seria catastrófico caso o isolamento social não tivesse sido adotado no RS. Conforme o estudo, com o ‘achatamento da curva’ de contágio 292 vidas serão salvas até 7 de junho, quando o sistema de saúde deve atingir a maior taxa de ocupação de leitos e UTIs para tratar infectados pelo SARS-CoV-2.

    A estimativa é que, sem nenhuma medida de mitigação, teríamos 354 mortes pela COVID-19 e ao menos o SUS colapsado em 1º de maio. Com o isolamento, chegaremos ao pico em junho com 62 mortes.

    Exige-se transparência dos governos com os dados. Como tratei ontem em Sindilojas move ação para abrir comércio em Gravataí; das ‘carreatas da morte’ à Justiça, Eduardo Sprinz, chefe da Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, avaliou que a curva no RS está “totalmente achatada” e creditou o sucesso momentâneo às medidas restritivas, tomadas antes do rápido crescimento da epidemia.

    Porém, o médico alerta que estudos orientam relaxamento das medidas somente após 10 semanas de isolamento.

    – A liberação nesse momento é precoce. Temos que continuar com distanciamento social e etiqueta higiênica. A liberação deve ser gradativa. Aglomerações não podem ocorrer, pequenos comércios podem abrir, mas com distanciamento – diz o infectologista.

    Em Gravataí, Cachoeirinha, Glorinha, Viamão e toda região metropolitana, chegamos no último sábado somente à quarta, das 10 semanas ideais, de ‘quarentena’.

    Ao fim, como tratei em A vida em Gravataí não volta ao ’normal’ dia 1º de maio, é preciso consciência de comerciantes e clientes de que é um mundo novo, que exige novas relações e hábitos, pelo menos até a descoberta de uma vacina, cuja projeção mais otimista de especialistas é 2022.

    Se testemunharmos o ‘liberou geral’ que defendem alguns ‘carreantas’, quando a carreata de corpos passar, restará o lockdown ‘chinês’ – aí sim um ‘fecha tudo’, não o distanciamento social à brasileira –, a bancarrota pública e privada, a miséria e a fome.

     

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    Clique aqui para ler a cobertura do Seguinte: para a crise do coronavírus

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