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GRAVATAÍ, 22/06/2021

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    política

    Operação Chavirer já tem duas fases em Gravataí para investigar crimes contra a administração pública

    Operação apreende até celular de prefeito de Gravataí; Vão achar um homem honesto

    por Rafael Martinelli | Publicada em 10/02/2021 às 12h40| Atualizada em 22/02/2021 às 17h15

    O povo que passou com o Sogil pela frente da Prefeitura de Gravataí nesta manhã testemunhou o espetáculo da Polícia Civil na segunda fase da Operação Chavirer (do francês para o português "afundar"), que desde o ano passado investiga a suposta cobrança de propina para liberação de projetos. Em setembro um arquiteto concursado foi preso, como detalhei em Arquiteto da Prefeitura é preso por cobrar propina para aprovar projetos; Operação em Gravataí e Glorinha.

    O palacinho ocre da José Loureiro permaneceu fechado até por volta das 10h. Alguns dos 20 agentes pertencentes à operação também foram ao Centro Administrativo Leste, apreendendo computadores e documentos. Foram cumpridos oito mandados de busca e 30 ordens judiciais, um deles na casa de conhecido empresário do ramo imobiliário e de comércio de veículos.

    Até o celular do prefeito Luiz Zaffalon foi apreendido, por ter sido citado por alvo da operação que monitora o caso, inclusive com grampos telefônicos, há quatro meses.

    Ninguém foi preso.

    Diz nota da 2° Delegacia de Polícia de Combate à Corrupção que, após a primeira fase da operação, foi verificada “a necessidade de amplificar o raio investigativo por se aparentar o aumento participativo de outros agentes públicos nas condutas identificadas na primeira fase, especialmente em que servidor público (arquiteto) da prefeitura prestaria serviços particulares, inclusive em horários de seu expediente no órgão público, locupletando-se ilicitamente”.

    Antes de analisar, um pouco de contexto.

    Em setembro, a Operação Chavirer, que apura crimes contra a administração pública, cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, além da suspensão do exercício das funções públicas de 4 servidores públicos. As ordens judiciais foram cumpridas no Centro Administrativo Leste de Gravataí e na Prefeitura Glorinha, além de residências e empresas.

    A investigação apurou que o arquiteto servidor público da prefeitura prestava serviços particulares, inclusive em horários de seu expediente no órgão público, e se locupletava ilicitamente.

    O servidor investigado contava com o potencial auxílio de outros agentes públicos, promovendo indeferimentos de projetos urbanísticos protocolados na Prefeitura para, posteriormente e por meio de contato direto com as vítimas, apresentar melhorias nos projetos indeferidos com a elaboração do chamado Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), que seria feito pelo próprio suspeito, porém em nome de terceiros, utilizando-se de suas respectivas notas fiscais.

    A 2ª Delegacia de Polícia de Combate à Corrupção não divulgou oficialmente o nome dos suspeitos, o número de vítimas e os valores da propina. Mas, conforme apurado pelo Seguinte:, dos Grandes Lances dos Piores Momentos apurado foi o arquiteto preso já foi ligado à Comissão de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul.

    Na manhã desta quarta, a Prefeitura divulgou nota, a pedido do Seguinte:.

    Siga a íntegra e, abaixo, concluo.

     

    “...

    Com relação às diligências da Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira, 10, em órgãos da administração municipal, a Prefeitura reitera que está, como sempre esteve, à disposição das autoridades policiais para colaborar na apuração dos fatos investigados.

    ...”

     

    Sigo eu.

    A nota da Prefeitura segue o protocolo das manifestações da primeira fase.

    À época, pelo Twitter, o prefeito Marco Alba apoiou a operação em Gravataí, assim como nota da Prefeitura assinada por Claudio Santos, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Adão Castro, secretário de Mobilidade Urbana.

    Ao fim, aguardemos as investigações.

    No Grande Tribunal das Redes Sociais é o ‘3,2,1...’ para condenar. Aos políticos não se permite nada além da presunção de culpa, principalmente após a moda do lava-jatismo, que hoje desvela jacobinos que adoram estar dos dois lados do balcão recebendo política e financeiramente.

    Reputo – sem nenhum medo de errar – o prefeito Luiz Zaffalon como uma pessoa da mais absoluta seriedade. Seu celular foi apreendido por, na época presidente da Fundação de Meio Ambiente, ter sido citado por investigados, que pelo que apurei estão bastante enrolados e, comprovadas as denúncias, teriam dificuldade para projetar uma casa pré-moldada ou vender um carro usado.

    Fato é que o estrago político está feito, mesmo que o ex e o atual prefeito não tenham nada com isso.

    Sinto por Zaffa e sua família.

    É do jogo. Ao assumir como prefeito não basta a ele ser, tem que provar ser honesto.

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