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    crise do coronavírus

    Foto AGÊNCIA BRASIL

    Morrer de COVID, não de fome: comércio reabrirá no pior mês da pandemia; Março terá metade das mortes de 1 ano

    por Rafael Martinelli | Publicada em 17/03/2021 às 19h05| Atualizada em 29/03/2021 às 11h37

    A seguir a virulência do novo coronavírus e suas variantes março terminará registrando metade das vidas perdidas em Gravataí durante todo um ano de pandemia.

    Nos primeiros 15 dias deste mês já foram 113 mortes. Ao total desde março de 2020 são 446.

    O que faremos? Vamos reabrir o comércio.

    Em mais um ‘Decreto Pilatos 2.1’, o governador repassará a responsabilidade aos prefeitos por meio da cogestão e, a partir de segunda, a bandeira preta nos indicadores de covas abertas do ‘Carnaval da COVID’, que na prática está cinza, recuará para vermelha às vésperas do feriadão da Páscoa.

    É ilógico quando estados e municípios em colapso estão decretando lockdown de verdade, o que, não por gosto, apelo desde Não seria hora de um lockdown de verdade, de indústria, supers e ônibus em Gravataí e Cachoeirinha?; O exemplo que funcionou.

    Conforme Eduardo Leite não é “contramão” ou agrado às carreatas da morte.

    – Estamos duas semanas na frente dos outros estados. Começamos a restringir em 27 de fevereiro. Não tem “contramão” nessa história. São momentos distintos.  Quero só ver quantos estados terão três semanas de restrições tão duras quanto as nossas – disse à coluna de Rosane Oliveira, em GZH, na noite de terça.

    Em vídeo hoje, a garantia do governador é de que a superlotação de leitos e UTI vai diminuir nas próximas semanas e a economia não tem fôlego para um lockdown – principalmente com um auxílio emergencial que vai pagar R$ 150 (23,7% de uma cesta básica porto-alegrense) a maioria dos beneficiados que, por sua vez, não chegarão a 50% dos que receberam em 2020.

    – Os prefeitos podem ir até o limite da bandeira vermelha, mas também podem ser mais restritivos – disse, lavando as mãos.

     

    Assista e, abaixo, sigo

     

    A ‘ideologia dos números’ não anima, no Brasil, Rio Grande do Sul ou Gravataí.

    No dia em que Leite admitiu a flexibilização das atividades não essenciais, o RS teve recorde de óbitos: 502 em 24 horas. No Brasil, foram 2.840. Para efeitos de comparação, em todo planeta Terra foram 6.703.

    Em Gravataí, também um recorde letal: 17 vidas perdidas, como tratei ontem em Em dia de recorde de mortes em Gravataí, prefeito descarta lockdown; ‘A pandemia está matando, mas a falta de trabalho também’, diz presidente da Acigra, dia em que também faleceu político de quinto mandato, como reportei em Vida perdida pela COVID: A história de Robertinho Andrade, vereador de Gravataí.

    Ainda na terça, a edição do Boletim Extraordinário do Observatório COVID-19, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostrou a disparada nacional dos números da pandemia, aponta para o “colapso” do sistema de saúde no Brasil e para a iminência de uma “catástrofe”.

    Segundo a publicação, 24 estados e o Distrito Federal têm taxas de ocupação dos leitos de UTI para a COVID-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) iguais ou superiores a 80%.

    – Trata-se do maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil. É praticamente o país inteiro com um quadro absolutamente crítico – apontaram os pesquisadores da instituição.

    Gravataí é um exemplo desse colapso, que chegou a 500% no último fim de semana, como tratei em artigos como 12.3.2021, dia do colapso na saúde de Gravataí: 500 por cento de ocupação de UTIs e leitos COVID; Enfiem o negacionismo no [email protected]&#! e Deu na Folha de S. Paulo: Gravataí entre 50 grandes cidades do país com explosão de mortes; ’Não dá para fingir normalidade’

    As emergências COVID, após um abre e fecha que reportei em  Morrer em casa? Fechamento da emergência da Santa Casa em Gravataí pode ir à Justiça; Prefeito protesta e sinaliza lockdown de verdade e Está suspenso fechamento das emergências COVID em Gravataí; Saiba como buscar atendimento, só estão abertas hoje para quem está à beira da morte ou sob risco de sufocar em casa. A Santa Casa divulgou nota na tarde desta quarta:

    – O Hospital Dom João Becker comunica que, após as medidas tomadas e contando com a anuência da Secretaria Municipal de Saúde, manterá o atendimento de sua Emergência COVID-19 (Hospital de Campanha) com restrição máxima, voltada aos pacientes graves, com risco iminente de vida e referenciados pelo Gestor Municipal. Solicitamos que a população, com sintomas leves a moderados, procure atendimento na rede pública de saúde. Reiteramos que diariamente esse cenário estará em avaliação em conjunto com o Gestor Municipal. o Hospital de Campanha e Dom João Becker atendem apenas pacientes em estágio avançado da COVID.

    A ilógica saída da tragédia será, a partir de segunda, as regras da bandeira vermelha:

    1. Comércio não essencial somente de 2ª a 6ª feira, até 20h (entrada até 19h);

    2. Restaurantes, bares e lanchonetes sem restrição de dias, até 17h (entrada até 16h);

    3. Hotéis e alojamentos com lotação máxima de 50% com Selo Turismo Responsável e 30% sem Selo Turismo Responsável;

    4. Adequações nos protocolos para demais atividades seguem sendo analisadas;

    5. Manter o fechamento de atividades das 20h às 5h até 30 de março. A novidade é que essa regra vai vigorar por mais tempo, mas nos finais de semana (sexta, sábado e domingo), durante todo o mês de abril.

    A resposta é óbvia, mas, vamos lá: caso os prefeitos Luiz Zaffalon e Miki Breier sigam essa flexibilização em Gravataí e Cachoeirinha vai aumentar ou diminuir a circulação de pessoas, trabalhadores e clientes, e, consequentemente, do vírus?

    Ao fim, salvo engano, a garantia que temos é que pessoas não vão morrer de fome, como exagerou a presidente da Acigra na última reunião com Zaffa.

    De COVID, sim.

     

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