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    rotina alterada

    O corona põe Gravataí e Cachoeirinha em situação de emergência

    por Cristiano Abreu | Publicada em 18/03/2020 às 00h| Atualizada em 23/03/2020 às 16h59

    Os bancos da Praça Dom Feliciano já não estão cheios. O ritmo nas calçadas da Avenida Loureiro da Silva é visivelmente diferente. A manhã da quarta-feira (18) indica que Gravataí começa sentir mais forte os efeitos da pandemia, seja pelo receio do covid-19, ou pelo “contágio” que inevitavelmente sofrerá a economia local.

    As pessoas nas paradas de ônibus tentam manter distância umas das outras – algumas já usando máscaras. Nos semáforos, carros com vidros fechados dão a dimensão do isolamento adotado pela parte da população que tem consciência do impacto que o vírus causa – e ainda causará. Com o silêncio atípico, dá até para ouvir a conversa de quem passa, e a palavra presente em muitos diálogos é “corona”.

    – A gente se preocupa sim, porque não sabe até onde isso tudo pode ir – diz a bancária Ângela Prado Bielluti, 36 anos, que comentava com a colega de trabalho, Andréia Oliveira Almada, 32, sobre os novos casos confirmados em Porto Alegre nas últimas 24 horas.

    – Estou preocupada... porque vou em tudo que é farmácia e não tem mais nada.

    E o negócio é se prevenir, eu estou com a imunidade muito baixa pra andar na rua – conta Jenifer Brito dos Passos, que estava usando máscara.

     

     

    Mas há quem ainda não tenha adotado o isolamento social recomendado por autoridades de saúde. O aposentado José Gomes Damásio, 72, saiu de casa para “tomar ar fresco” na praça.

    – Eu to aqui, sozinho. Se chegar alguém, peço pra ficar longe – garante.

    Deixar velhos hábitos em tempos de epidemia é um desafio. O motorista de aplicativo Elivelton Macedo, 28 anos, conta que, além de carregar o álcool em gel, está mudando o jeito de cumprimentar os clientes.

    – As pessoas chegam e logo estendem a mão, não adianta. É difícil não ter o reflexo de levar a mão até o outro, mas tenho tentado evitar – resume o condutor, que faz higienizações nas maçanetas e cintos de segurança do veículo após as viagens.

     

    Comércio sente

     

    O comércio de rua seguia aberto nesta quarta-feira, sem restrições, mas o movimento se concentra em supermercados, farmácias e postos de combustíveis. Prova são as disputadíssimas vagas da área azul, que agora sobram no Centro.

    – Duas clientes entraram na loja hoje (manhã) – afirma Alessandra Nunes, proprietária de uma loja de roupas.

    A precaução que tira vendas da Alessandra leva o povo às farmácias. A unidade de uma grande rede localizada no Centro recebeu 200 frascos de álcool gel na tarde de terça-feira (17). Nesta manhã, não restava nenhum. Máscaras já faltam há uma semana.

    – Eram todas garrafas de 500ml. E não sabemos quando o fornecedor nos trará mais – explica um funcionário que não quis ter o nome divulgado.

    Questionando sobre o preço, ele respondeu que o produto estava sendo comercializado a R$ 29.

    – Não subimos o preço. O Procon esteve fiscalizando e nós mostramos que o fornecedor é quem está nos vendendo mais caro – justifica.

    Quando o assunto é o mercado, no entanto, a prudência parece ser esquecida do lado de fora dos estabelecimentos. Pessoas se aglomeram e ignoram a orientação de que não é necessário estocar alimentos.

    – Fazer o que se a gente tem que comer? – pergunta a aposentada Maria José Aparecido, 63 anos. No carrinho de compras, além de itens de limpeza, havia um quilo de arroz, um de feijão e seis fardos de papel higiênico.

    Também no Centro, comerciantes de uma movimentada galeria cogitam fechar as portas nos próximos dias. Se o que é, por enquanto, especulação se confirmar, só restará administrar as perdas.

    – Se fecharmos, tenho como seguir vendendo via internet, isso se os Correios trabalharem normal, mas quem depende da loja aberta vai sentir – avalia a proprietária de um antiquário que prefere não ter o nome divulgado.

    O Sindilojas Gravataí avalia que o impacto do covid-19 será catastrófico para a economia local, caso a propagação do vírus leve ao fechamento do comércio por um período de tempo estendido. José Rosa vê com “grande preocupação” a possibilidade de que lojistas fiquem sem recursos para cumprir obrigações financeiras.

    – Estamos vendo uma redução drástica (nas vendas) nesta semana. Temos sugerido aos lojistas que dialoguem, negociem seus débitos, pagamentos de aluguel, por exemplo. É momento de todos se ajudarem – pede Rosa.

    O presidente revelou que foi consultado pela prefeitura sobre as medidas. Apesar de apoiar as restrições para a circulação de pessoas, segundo ele necessárias, José Rosa vê o futuro econômico incerto a longo prazo.

    – Está apenas no início, ainda não sabemos como será por aqui. Temos que cuidar para ninguém morrer pelo vírus, mas não podemos morrer de fome. Sem dinheiro, o comércio não gira – resumiu.

     

    Impactos na indústria

     

    Nesta quarta-feira, a presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Gravataí (Acigra) participou junto de representantes de entidades empresariais de reunião com o governador do Estado. No encontro realizado na sede da Federasul, Ana Cristina Pereira ouviu de Eduardo Leite que ainda não é possível saber a dimensão exata da crise causada pelo corona. Certo, apenas, é que haverá dificuldades para a atividade econômica local.

    – O impacto tem se mostrado cada vez maior, e junho deve ser o auge da doença, então, não se sabe como a economia estará até lá. De momento, só podemos afirmar que a reclusão das pessoas é importante.

    Ana Cristina orienta os empresários da cidade a buscarem auxílio com a entidade, caso necessário.

    Não existem, até a tarde da sexta-feira (18), nenhum caso de corona confirmado no município, porém a incerteza – e as máscaras – já percorrem as ruas da cidade. Os próximos dias serão decisivos para a contenção do covid-19 – e para a saúde da economia local.

     

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    Situação de emergência

     

    Na tarde desta quarta-feira, a prefeitura de Gravataí decretou situação de emergência e oficializou a criação de um comitê para o enfrentamento do covid-19. O anúncio foi feito pelo prefeito Marco Alba, que também informou a publicação de um decreto que recomenda o fechamento do shopping center e de centros comerciais. Nestes espaços, apenas farmácias, clínicas de atendimento na área da saúde, supermercados, restaurantes e locais de alimentação poderão manter atividades.

    O documento impede a realização de shows, suspende agendas de casas noturnas e o funcionamento de brinquedotecas, espaços infantis, playgrounds e espaços de jogos.

    O município ainda recomenda a suspensão do funcionamento de academias, centros de treinamento, centros de ginástica, cinemas e clubes sociais, independentemente da aglomeração de pessoas.

    A retirada de medicamentos controlados na farmácia municipal será flexibilizada e as consultas eletivas estão canceladas para que os médicos do município possam atuar em atendimentos ligados ao corona.

    – Estes decretos são para organizar e garantir o funcionamento de toda a estrutura pública – diz Alba

    Eventos em locais fechados, independente do número de pessoas, ou em locais abertos com mais de 50 pessoas continuam com realização vetada.

    Confira o decreto na íntegra aqui.

     

    Atenção redobrada ao transporte

     

    Outra novidade divulgada pela prefeitura são medidas para usuários, trabalhadores e empresas de veículos de transporte coletivo urbano, transporte privado de passageiros, transporte individual público e privado. Empresas devem realizar a higienização com álcool gel e assegurar a ventilação nos veículos, mantendo as janelas abertas quando não houver ar condicionado.

    A empresa Sogil informou que partir desta quinta-feira (19) os coletivos contarão com um tubo de álcool em gel para uso dos passageiros e das tripulações. Fiscais terão o produto em terminais com grande circulação da área central.

    A limpeza diária dos veículos entre as viagens será feita com álcool líquido 70%.

     

     

    Cachoeirinha também decretou situação de emergência

     

    A exemplo de Porto Alegre e Gravataí, Cachoeirinha adotou normas mais severas. O decreto de emergência publicado na terça-feira (17) suspende atividades em centros culturais, bibliotecas e cinemas, academias, centros de treinamento, centros de ginástica e clubes. Também estão cancelados todos os eventos realizados em locais fechados, independentemente da sua característica e, em local aberto, com aglomeração prevista com mais de 50 pessoas. A prefeitura também não emitirá alvarás de autorização para eventos temporariamente.

    O decreto ainda limita atividades dos shopping centers e centros comerciais, feiras ao ar livre, salões de festas, áreas de condomínios e velórios.
    O texto prevê penalidades de multa, interdição total ou parcial da atividade e cassação de alvará de localização e funcionamento.

    As regras serão válidas até 12 de abril e podem ser estendidas em caso de necessidade. O texto completo do documento pode ser acessado aqui.

    Em Cachoeirinha, consultas eletivas também estão canceladas, e os médicos do município vão reforçar atendimentos diários nos postos, que passam a atender por livre demanda. A UBS Odil Silva de Oliveira, na Anair, terá atendimento estendido até às 22h a partir de segunda-feira (23). Consultas de pré-natal serão reordenadas e as gestantes serão avisadas individualmente pelo município.

     

    Assista clicando abaixo

     

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