Diego da Veiga Lima (PSB) e Paulo Silveira (PSB), os ‘caras’ de Geraldo Alckmin (PSB) em Gravataí, serão candidatos a deputado estadual e federal em 2026, respectivamente.
O advogado trabalhista, que tem um dos mais renomados escritórios da região e foi candidato a vice-prefeito de Daniel Bordignon (PT) em 2024, e o ex-vereador não reeleito, tiveram uma reunião de mais de duas horas com o vice-presidente da república, em Brasília, nesta terça-feira.
Os gravataienses, acompanhados do ex-deputado federal gaúcho e vice-presidente nacional, Beto Albuquerque, receberam o convite para candidatura do presidente nacional, Carlos Siqueira, com apoio de Beto e aval de Alckmin.
A conversa com o vice-presidente, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, aconteceu em meio às tensões sobre a taxação imposta pelo governo Trump a produtos brasileiros.
– É hora dos verdadeiros patriotas defenderem o Brasil – disse Paulo Silveira.
– E com diplomacia e inteligência – acrescentou Veiga Lima, lembrando a negociação de alto nível do governo brasileiro com o estadunidense.
– Os EUA tem lucro com o Brasil – observou.
A taxação do Brasil foi uma das mais baixas, 10%. Se para a China taxas ultrapassam 30%, aliados como Israel ficaram na faixa dos 17%.
– Ninguém sabe ainda os efeitos desse tarifaço global. O governo, Lula, Alckmin, tem sido hábeis para proteger nossa economia como um país soberano – avalia, contrastando com a extrema direita que se equilibra entre a mentira e o silencio constrangido.
Se o governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo, um dos estados mais atingidos pela taxação, silencia após ter vestido o boné do MAGA, o ex-presidente Jair Bolsonaro culpou supostas “taxas socialistas” de Lula sobre produtos norte-americanos, além da crítica do governo brasileiro sobre o genocídio em Gaza, pela medida do presidente dos EUA.
Mentiras, já que o governo Lula não opera nenhuma taxa além das existentes no governo Bolsonaro e Israel também foi taxada.
Veiga Lima também trocou impressões com Alckmin sobre o crescimento da economia brasileira e o ambiente de estabilidade criado para atração de investimentos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fizeram a GM anunciar um investimento de R$ 7 bilhões no Brasil entre 2025 e 2028, “mais de R$ 1 bilhão para Gravataí, motor da nossa economia”, além de projetar outros R$ 4 bi.
Veiga Lima e Paulo Silveira também conversaram com Alckmin sobre a reforma na renda proposta pelo governo federal com o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 5 mil, que deve beneficiar 10 milhões de brasileiros.
A isenção vai gerar uma renúncia fiscal prevista em R$ 25,84 bilhões e será financiada por meio da taxação de cerca de 141,3 mil pessoas que ganham mais de R$ 50 mil por mês – ou seja, 0,13% de todos os contribuintes do país. O governo também pretende tributar a remessa de dividendos para o exterior, em qualquer valor e apenas quando o dinheiro for destinado a cidadãos estrangeiros.
Os gravataienses ainda buscaram informações sobre financiamentos para saúde e a possibilidade de mutirões de cirurgias, para cobrar ações do governo Luiz Zaffalon (PSDB), e após audiência com o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, também esperam a adesão da Prefeitura a programas como a Plataforma Contrata+Brasil.
O programa cadastra MEIs, como pintores, eletricistas e encanadores, para serem contratados para prestar serviços para prefeituras.
– Não fomos eleitos em 2024, mas seguimos trabalhando por Gravataí e não renegamos nossas convicções. Há na política quem tenha preço e quem tenha valor. Nos enquadramos nesta segunda categoria – disse o ex-vereador.