mdb no governo leite

Patrícia Alba mais próxima de ser deputada

Patrícia Alba, no Palácio Farroupilha

Patrícia Alba ficará mais próxima de se tornar deputada estadual. O MDB gaúcho definiu nesta segunda-feira, por 47 votos favoráveis, nove contrários e dois nulos, aderir ao futuro governo de Eduardo Leite (PSDB).

Da bancada de oito deputados – Gabriel Souza, Edson Brum, Juvir Costella, Fábio Branco, Vilmar Zanchin, Gilberto Capoani, Sebastião Melo e Tiago Simon – pelo menos um deve compor o governo já a partir de 2019. Na mídia, o nome mais repetido é o de Costella, mas quem deve emplacar como secretário de estado é Zanchin.

Com a mexida, Carlos Burigo, o número 1 do atual governador José Ivo Sartori, assumirá cadeira na assembléia legislativa. A primeira-dama de Gravataí ficará com a primeira suplência. Se mais um emedebista da bancada compor o secretariado, Patricia, que recebeu 33.390 votos, se tornará deputada.

É difícil alguém da bancada não concorrer a alguma prefeitura em 2020.

 

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Lembrando que, na eleição do ‘contra tudo que está aí’, Gravataí perdeu a representação que tinha na câmara federal, com Jones Martins, e seguirá sem cadeiras na assembléia. Os últimos deputados foram Marco Alba e Daniel Bordignon. Um renunciou para assumir a prefeitura em 2013, ou outro não foi reeleito em 2014.

 

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Na contramão da lógica tradicional da política, o prefeito de Gravataí foi uma das poucas vozes contrárias à adesão com cargos, mesmo que isso possa beneficiar a esposa. Marco Alba defendeu o apoio a medidas de Leite que sigam a política de Sartori, como a aprovação da manutenção das alíquotas do ICMS, cuja redução pode provocar em rombo de R$ 32 milhões em Gravataí e Cachoeirinha nos próximos dois anos.

 

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Inegável que seria um sinal diferente do MDB à sociedade, uma demonstração de transformação para além da retirada do P da sigla. O partido poderia dar um exemplo de responsabilidade, mostrando como se pode perder nas urnas e fazer uma oposição responsável, ajudando o governo em pautas que colocaria em prática caso ganhasse a eleição.

Mas era difícil acreditar no partido fora do governo, num momento de seca de cargos, após perder a prefeitura de Porto Alegre a partir de 2017 e o governo do estado a partir de 2019, quando Gravataí – quarta economia gaúcha e maior prefeitura emedebista – será o maior espaço de poder do partido no Rio Grande do Sul.

 

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Assista ao vídeo que o Seguinte: produziu com Patrícia na campanha

 

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