ameaça de greve

Vigília por reajuste: aula foi na praça, quadro foi o asfalto

Professores fazem reivindicações com giz na frente da Prefeitura

Mais de 800 trabalhadores em educação da rede municipal de Gravataí ocuparam a Praça Borges de Medeiros, no centro da cidade, durante toda quarta-feira para protestar e cobrar que o governo apresente uma proposta de reajuste para a negociação salarial da data-base 2016.

 

O Dia de Mobilização e Vigília, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí (SPMG), foi uma deliberação da última assembleia geral da categoria, que decidiu adiar a greve e encaminhar mais um pedido de audiência com o prefeito.

No final da tarde, foi realizado o ato público “Valorização Já”, ocupando a Avenida Loureiro da Silva. Os professores e funcionários de escola usaram o giz para marcar no asfalto as suas reivindicações.

Um dia antes da assembleia geral do dia 26 de março, que deflagraria a greve, o SPMG obteve, na Justiça, uma decisão liminar que obriga o governo a apresentar, até o dia 12 de maio, uma proposta de reajuste salarial e de atendimento à pauta de reivindicação para negociação.

– A solicitação de audiência foi mais uma tentativa dos professores e funcionários, organizado junto ao seu Sindicato, de buscar o diálogo para uma proposta de reajuste efetivo, evitando os prejuízos de uma possível greve – destacou a presidente do SPMG, Irene Kirst.

 

 

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Aula na praça

 

A concentração do Dia de Mobilização e Vigília começou às 9h, e contou com duas aulas públicas: no período da manhã, o tema foi “Valorização Profissional dos Trabalhadores em Educação”, com a participação da presidente do Sindicato dos Professores Municipais Leopoldense (Ceprol), Andreia Nunes; à tarde, o tema abordado foi “Como construir a cultura da paz em tempos de violência?”, com o integrante do Levante da Juventude, Ronaldo Souza Schaeffer.

 

 

Perdas ultrapassam 20%

 

Conforme a presidente do sindicato, a categoria já acumula quase dois anos de perdas inflacionárias, que chegam a cerca de 20%.

 – Além da falta de reajuste, os trabalhadores também resistem a quatro anos de ataques, retirada de direitos e ações que desrespeitam a autonomia das escolas – diz Irene Kirst.

 

 

Greve pode ser decretada dia 12

 

No próximo dia 12 de maio, quando encerra o prazo previsto na liminar, será realizado um novo Dia de Mobilização e Vigília, na Praça Borges de Medeiros, com concentração a partir das 9h.

No período da tarde, às 13h, está convocada Assembleia Geral Extraordinária dos Trabalhadores em Educação, para analisar a possível proposta apresentada pelo governo.

 

 

Governo espera flutuação de receita

 

O governo disse, em nota que, conforme o estabelecido, o encontro com os servidores ocorrerá em 12 de maio. A data é necessária para se levar em consideração nas negociações receitas como, por exemplo, o Fundo de Participação dos Municípios, que está 26% abaixo do estimado, além do repasse do Fundeb, que não cumpre o estimado e o fechamento do primeiro quadrimestre, que ocorre no início de maio.

– Neste prazo, serão apresentadas as condições financeiras do município – finaliza a nota.

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