O Grêmio de Luís Castro ainda é uma folha em branco. Não existe identidade e falta inspiração. A obra coletiva é praticamente nula, a começar pelo desajuste na defesa. O gol do Juventude na Arena é a ilustração mais recente.
Em muitos casos, o início do ano tem sido cópia fiel do nada animador 2025. Edenílson, já negociado com o Botafogo, atuando como dublê de camisa 10, é um exemplo clássico. A chance de redenção será domingo.
Mais do que isso, talvez a permanência da comissão técnica dependa do sucesso em Caxias do Sul. Mas já? Ou estou exagerando? Aliás, a partida decisiva das semifinais não será em Porto Alegre, uma vez que o time da Serra detém campanha superior à do Tricolor. É um sintoma e tanto da fragilidade do trabalho até o momento.
A dúvida novamente está no meio-campo. Quem será o armador? Cristaldo não se ajuda. Tetê e William, que poderiam atuar na função, devem ser baixas por lesão. Restaria nova aposta em Miguel Monsalve. Entretanto, o colombiano recém deixou a enfermaria.
Pragmatismo. Pés no chão. Emergência! Talvez seja preciso rechear mais o setor e explorar a capacidade criativa de Arthur. Migração para o 4-1-4-1 com Noriega, Tiaguinho e o camisa 29. Por que não?
Nos seis jogos “cascudos” da temporada até agora, os números do Grêmio são, digamos, um “Deus nos acuda”. Foram 13 gols sofridos, com três derrotas, dois empates e apenas uma vitória contra o Botafogo. Os demais adversários foram Inter, Fluminense, São Paulo e Juventude (duas vezes).
Outra lacuna na engrenagem é a lateral-direita. Embora as jornadas nada seguras nas primeiras amostragens do ano, eu voltaria com Marcos Rocha, que, inclusive, iniciou a temporada como capitão da equipe.
Começou um “zum-zum-zum” de que os jogadores não compraram a ideia do treinador. Outras versões apontam que a comissão técnica “trabalha muito”, em dois períodos, e exige intensidade. O mesmo cenário que abreviou a estadia de Gustavo Quinteros no vestiário no ano passado, por exemplo.
O que sabemos, porém, é apenas aquilo que o campo grita jogo após jogo. A desorganização do time salta aos olhos. Os zagueiros, embora contestáveis tecnicamente, jogam expostos. O meio não tem dinâmica, tampouco fluidez. No ataque, as individualidades têm sido um respiro com Carlos Vinícius e Amuzu.
Boa sorte e muita paciência para a Nação de Três Cores. Não estamos sequer em março, e o Grêmio já tem a primeira encruzilhada do ano. Louvada seja a Imortalidade!






