Em matéria de futebol, o Rio Grande do Sul é azul, preto e branco há tempos! O título conquistado pelo Grêmio, comandado por Luís Castro, foi o oitavo nos últimos dez possíveis e consolida uma hegemonia “esmagadora” no período.
O troféu também consagra componentes históricos: é o terceiro caneco erguido pelos gremistas no estádio Beira-Rio, repetindo os feitos de 1980 e de 2006 — naquele emblemático gol de nuca de Pedro Júnior. Com a conquista, o Tricolor chega a 44 títulos do Gauchão, ficando a apenas duas taças de igualar o tradicional rival.
O título gremista passou muito pelo insucesso no primeiro Gre-Nal do ano no final de janeiro. A partir dali, a comissão técnica fez as “cirurgias” que foram fundamentais para corrigir a sangria defensiva. O título tem muito a “mão e a cara” do pragmatismo. Ilustrado pelo gol de bola parada que praticamente liquidou a disputa no estádio colorado e pela máxima do “saber sofrer” nos 90 minutos.
Noriega passou a atuar como primeiro volante. Enfim, alguém para proteger os zagueiros, cobrir os laterais e ampliar a estatura defensiva da equipe. As entradas de Gustavo Martins e Viery no miolo de zaga revelaram outro acerto. Luís Castro trocou a experiência pelo “oxigênio”.
Na camisa 2, Pavón foi outra novidade. Ainda assim, gostaria de ver o setor em ação contra os demais adversários da elite nacional. No comando ofensivo, Amuzu e Carlos Vinícius foram emblemas da conquista, embora o centroavante tenha tido jornadas discretas nos gre-nais decisivos.
Para o restante da temporada, o lado direito de ataque ainda é uma lacuna aberta, tal qual a camisa 10. Enamorado, Tetê, William e Monsalve disputam as vagas, mas ainda ninguém cativou a titularidade. Existe terreno até para o ingresso de um terceiro volante para as partidas mais “pesadas”. Ou quem sabe para uma mudança tática longe do 4-2-3-1???
Em suma, o Grêmio precisa celebrar o título, o seu torcedor merece extravasar nas flautas e na euforia. Já a direção e a comissão técnica, porém, necessitam colher as lições do início da temporada. Mesmo com a medalha de ouro, a campanha foi acidentada, precária, apagada, com pouco Futebol Além do Resultado! O velho embate atuação x resultado!
Na semana passada na Arena, sim, uma performance digna de um campeão e ilustrado pelos 3 a 0 no marcador final. Embora o placar tenta sido construído somente após a justa expulsão de Bernabei.
Gostaria de estar empolgado, desfilando elogios à famosa dupla, entretanto, o Gre-Nal 451 no Beira-Rio, assim como prevíamos, foi um anticlímax total em matéria de “espetáculo”. Os dois gols do duelo são exemplos típicos – um de bola parada e outro de pênalti. A não marcação de pênalti claro(?!) em Alan Patrick aos 41 arrefeceu completamente as já parcas chances de reação do Internacional. Pelo lado gremista, pela vantagem no marcador, a postura foi supercompreensível, é claro!
Ainda na seara do “apito”, Arthur deveria ter sido expulso na semana passada e Ronaldo no Beira-Rio. A opinião é de Carlos Eugênio Simon, árbitro de três Copas do Mundo!!! Infelizmente as finais reservaram grandes blocos de debates sobre a arbitragem. Quase sempre quando falta futebol sobram polêmicas, né?
Finalizando…
Parabéns ao Grêmio pelo título! Pela hegemonia da década! Pelo feito extraordinário em pleno estádio Beira-Rio. Vale pela cultura, pela história, pela tradição, pelas flautas, pela festa. Mas não esqueçamos que o Gauchão se esgota nele mesmo.
Com ou sem minuto de silêncio…






