SEGURANÇA

‘Gato’ de energia: fiscalização flagra irregularidades em comércios de Canoas

Uma operação realizada na quinta-feira (5) por equipes da CPFL Energia, por meio da distribuidora RGE (Rio Grande Energia), identificou casos de fraude e furto de energia elétrica em estabelecimentos comerciais na cidade de Canoas.

A ação contou com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e incluiu inspeções em diversos pontos do município. Em uma lanchonete localizada no bairro Centro, técnicos da distribuidora encontraram um desvio de fases — prática irregular que permite que parte do consumo de energia não seja registrada corretamente pelo medidor.

Após a constatação da fraude, o desvio foi desfeito pelos eletricistas da concessionária. O gerente do estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

Além da inspeção no Centro, a operação incluiu um mutirão com seis equipes da distribuidora que realizaram verificações em outros 15 estabelecimentos comerciais da cidade.

Durante as fiscalizações, outro caso de irregularidade foi identificado em um depósito de bebidas localizado no bairro Olaria. No local, também foi constatado desvio de energia, resultando em mais uma prisão por furto de eletricidade.

De acordo com a concessionária, fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal Brasileiro, podendo resultar em penas de até quatro anos de prisão.

Quando a irregularidade é confirmada, a distribuidora realiza cálculos para estimar o volume de energia que deixou de ser faturado. Com base nessa estimativa, a empresa pode cobrar retroativamente os valores correspondentes ao consumo não pago.

A companhia também destaca que ligações clandestinas podem prejudicar a qualidade do fornecimento de energia, pois sobrecarregam a rede elétrica e aumentam o risco de interrupções no serviço.

Tecnologia para detectar irregularidades

Segundo a distribuidora, o combate às fraudes tem sido reforçado com o uso de sistemas de monitoramento baseados em inteligência artificial. As ferramentas analisam padrões de consumo e geram alertas quando são detectadas variações consideradas atípicas.

Com esses dados, as equipes técnicas conseguem direcionar as inspeções de forma mais precisa.

A empresa afirma ainda que mantém cooperação com autoridades policiais e órgãos públicos para ampliar as ações de fiscalização e repressão a esse tipo de crime.

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