Um indicador silencioso — mas decisivo — coloca Gravataí no topo de um ranking nacional. O município registrou o menor índice de desnutrição infantil do Brasil, segundo dados mais recentes do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. O levantamento aponta que apenas 0,35% das crianças de zero a cinco anos apresentam magreza acentuada.
Na prática, é um número que traduz políticas públicas que começam antes mesmo do nascimento. O dado não aparece isolado. Ele é resultado de um conjunto de ações articuladas na rede de saúde, com foco na prevenção, monitoramento e acompanhamento contínuo das crianças e famílias.
Entre as estratégias estão: Vigilância Alimentar e Nutricional, com acompanhamento sistemático; programas voltados à primeira infância, como o Primeira Infância Melhor (PIM); a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB), em que o município ocupa o 5º lugar nacional e o 1º no Sul e o Programa Saúde na Escola (PSE), que amplia o alcance das ações.
Na base de tudo, está a Atenção Primária, onde o acompanhamento acontece de forma mais próxima e contínua.
O prefeito Luiz Zaffalon associa o resultado a uma escolha de gestão.
“Gravataí investe mais de 26% da receita em saúde e aposta na primeira infância como prioridade. Sabemos que os primeiros anos são decisivos para o desenvolvimento”, afirma.
A lógica é direta: investir cedo para evitar problemas maiores no futuro.
O secretário municipal da Saúde, Régis Fonseca, destaca o papel das equipes que atuam na ponta.
“O monitoramento nutricional, aliado à orientação às famílias e ao incentivo ao aleitamento materno, permite identificar riscos precocemente e garantir um cuidado mais efetivo”, diz.
O desempenho não se limita à nutrição. Em 2025, Gravataí também registrou a menor taxa de mortalidade infantil entre os 10 maiores municípios do Rio Grande do Sul, com índice de 6,7 — abaixo da média estadual, de 9,81. Na sequência aparecem cidades como Porto Alegre, Canoas e Caxias do Sul.
Entre os fatores que ajudam a explicar o resultado está o acompanhamento pré-natal, disponível em todas as unidades de saúde do município, considerado estratégico para reduzir riscos durante a gestação.






