A Corsan já investiu mais de R$ 30 milhões em automação e monitoramento para acompanhar, em tempo real, o funcionamento dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário no Rio Grande do Sul.
Atualmente, 651 estruturas — entre poços, reservatórios, estações de bombeamento e pontos estratégicos das redes — enviam dados continuamente para a Companhia. O número corresponde a mais de 80% das estruturas que podem ser monitoradas.
A meta da Corsan é chegar a 100% de cobertura nos próximos meses, com a expansão dos equipamentos de automação.
A tecnologia utilizada é chamada de telemetria e funciona por meio de sensores capazes de acompanhar parâmetros como nível dos reservatórios, pressão e vazão das redes e funcionamento de equipamentos. Com os dados disponíveis em tempo real, as equipes conseguem identificar alterações nos sistemas e, sempre que possível, atuar antes que os problemas afetem o fornecimento à população.
“Estamos avançando de uma operação que reage às ocorrências para outra cada vez mais capaz de antecipá-las. Quando enxergamos o comportamento dos sistemas em tempo real, conseguimos tomar decisões mais rápidas, direcionar nossas equipes e reduzir impactos para a população”, afirma a presidente da Corsan, Samanta Takimi.
O monitoramento remoto também é considerado estratégico diante da ocorrência de temporais, enchentes e outros eventos climáticos severos que atingem o Rio Grande do Sul e podem comprometer estruturas e serviços essenciais.
Durante situações de emergência, os dados transmitidos pelos equipamentos ajudam a identificar quais estruturas foram afetadas, definir prioridades e direcionar equipes e recursos.
Na etapa de recuperação, informações sobre níveis de reservatórios, vazão e pressão auxiliam os técnicos na realização dos ajustes necessários para restabelecer o abastecimento com maior segurança.
Monitoramento da pressão pode reduzir perdas
No sistema de abastecimento de água, um dos parâmetros acompanhados pela telemetria é a pressão da rede.
Quando a pressão fica abaixo do nível necessário, a água pode ter dificuldade para chegar a imóveis localizados em pontos mais distantes. Já uma pressão excessiva pode aumentar o risco de vazamentos e rompimentos de tubulações, além de contribuir para perdas de água tratada.
“Com informações em tempo real, conseguimos dimensionar melhor a entrega de água e acompanhar as oscilações da rede. Isso contribui para a regularidade do abastecimento, a redução de perdas e a preservação das tubulações”, explica o gerente de Manutenção Eletromecânica da Corsan, Fábio Duarte.
Em agosto, novas estruturas receberam equipamentos de automação nas regiões da Fronteira Oeste, Missões e Noroeste.
A Companhia mantém o ritmo de implantação para ampliar a cobertura do monitoramento e atingir a totalidade das estruturas passíveis de acompanhamento.
A estratégia pretende transformar os dados coletados pelos equipamentos em uma ferramenta para antecipar ocorrências, reduzir perdas, otimizar o trabalho das equipes e acelerar a resposta tanto a problemas do dia a dia quanto a situações de emergência.






