FEMINICÍDIO

63 mortes no ano: Patrícia Alba defende diálogo com homens para prevenir feminicídios no RS

Foto: Raul Pereira/ ALRS

Ao menos 63 mulheres foram vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul entre janeiro e outubro de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério Público. Diante do cenário, a deputada estadual Patrícia Alba (MDB), de Gravataí, defendeu o envolvimento dos homens nas ações de prevenção à violência contra a mulher durante a apresentação do relatório da Comissão Especial de Combate ao Feminicídio da Assembleia Legislativa, na terça-feira (27).

A parlamentar ressaltou que, além de fortalecer o empoderamento feminino e a conscientização sobre as diferentes formas de violência, é necessário ampliar o diálogo com os homens para prevenir agressões e evitar novos casos de feminicídio.

“Trabalhamos muito no empoderamento feminino, na conscientização contra as violências, a ter tolerância zero com os agressores. Precisamos correr atrás do tempo perdido e conversar com os homens, atuando na prevenção”, afirmou Patrícia Alba.

A deputada também destacou que as ações preventivas precisam ser permanentes, já que muitos episódios de violência acontecem no ambiente doméstico, longe dos olhos de outras pessoas.

“É um trabalho árduo, que exige atenção de todos. Contem comigo nessa caminhada”, declarou.

O documento apresentado pela comissão reúne recomendações para ampliar as políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher e fortalecer a rede de atendimento às vítimas no estado.

Entre as medidas propostas estão o aumento dos recursos orçamentários destinados à criação de casas-abrigo e de centros de reabilitação de agressores, além da ampliação das Patrulhas Maria da Penha.

A recomendação prevê que a expansão do serviço policial considere as necessidades de cada região do Rio Grande do Sul, com o objetivo de permitir que todas as mulheres que possuem Medidas Protetivas de Urgência sejam acompanhadas.

As casas-abrigo são destinadas ao acolhimento de mulheres em situação de violência que precisam de proteção, enquanto as Patrulhas Maria da Penha atuam no acompanhamento de vítimas que contam com medidas protetivas concedidas pela Justiça.

Prevenção e acompanhamento das vítimas

A discussão apresentada pela comissão destaca a necessidade de combinar ações educativas, estrutura de acolhimento e acompanhamento das mulheres em situação de risco.

A participação dos homens nas iniciativas preventivas, defendida por Patrícia Alba, busca ampliar a conscientização sobre a violência de gênero e a responsabilidade coletiva no enfrentamento do problema.

As recomendações do relatório também apontam para a importância de garantir recursos e serviços adequados às diferentes realidades regionais, de modo a fortalecer a proteção das mulheres e a prevenção de novos casos de violência.

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