Uma reportagem publicada na sexta-feira (24) pelo Metrópoles, um dos portais de maior alcance nacional, aponta que o policial militar Cristiano Domingues, investigado pelo desaparecimento de três pessoas da família Aguiar, em Cachoeirinha, teria utilizado inteligência artificial para simular a voz da ex-companheira e atrair familiares.
Segundo o veículo, o PM — que está preso — seria suspeito de envolvimento no desaparecimento de Silvana de Aguiar e de seus pais, Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, e Isail Vieira de Aguiar, de 69. Até o momento, os três seguem desaparecidos.
De acordo com a reportagem, Cristiano teria usado o celular de Silvana após o desaparecimento dela para gerar áudios com o uso de inteligência artificial, simulando a voz da ex-companheira. O objetivo, segundo a apuração, seria convencer os pais de que ela estava bem e atraí-los até a casa dela.
Nos áudios, a voz atribuída a Silvana mencionaria um suposto acidente de trânsito e problemas elétricos na residência, pedindo ajuda ao pai — o que teria motivado o deslocamento dele até o local. Após isso, ele não teria sido mais visto. Dias depois, a mãe também desapareceu.
Conforme informações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Silvana teria desaparecido em 24 de janeiro. No dia seguinte, uma mensagem atribuída a ela teria sido enviada aos pais relatando um acidente ocorrido em Gramado.
Essa versão, no entanto, teria sido posteriormente descartada pelos investigadores. Segundo a polícia, dados analisados indicariam que tanto o celular de Silvana quanto o do suspeito estariam na região de Gravataí no dia do suposto acidente.
Ainda de acordo com o que foi divulgado, o pai teria ido até a residência da filha após receber as mensagens. Depois disso, não foi mais localizado. A mãe desapareceu dias depois.
Caso é tratado como complexo
O caso começou a ser investigado após o desaparecimento de Silvana, que teria deixado uma publicação em rede social mencionando um acidente de trânsito. No dia seguinte, os pais chegaram a procurar uma delegacia para registrar ocorrência, mas não teriam conseguido atendimento naquele momento.
Desde então, também não foram mais vistos. O estabelecimento comercial da família, em Cachoeirinha, permanece fechado desde o fim de janeiro.
O inquérito policial, segundo a reportagem, já resultou em seis prisões e no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão. Também teriam sido solicitadas quebras de sigilo de dados telefônicos, telemáticos e bancários. Ao todo, mais de 30 testemunhas já teriam sido ouvidas.
A investigação segue em andamento, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento da família.






