O Hospital Dom João Becker, de Gravataí, deu, nesta terça-feira (9), um passo estratégico para transformar o atendimento na emergência. Em uma reunião realizada pela manhã, os consultores Bárbara Vasconcelos e Leandro Rucks — integrantes do Projeto Lean nas Emergências e vinculados ao Hospital Israelita Albert Einstein — apresentaram a gestores e colaboradores um diagnóstico detalhado do fluxo assistencial da instituição de Gravataí.
Com base em indicadores e análises levantadas ao longo das últimas semanas, a dupla reforçou que o Becker tem potencial para ganhar eficiência com ajustes que diminuam desperdícios, reorganizem processos e garantam um atendimento mais ágil e humanizado.
Segundo eles, a prioridade é desenhar fluxos que reduzam gargalos, evitem retrabalhos e assegurem que o paciente seja atendido com qualidade desde a chegada até a alta.
Para o diretor médico do hospital, Fernando Issa, a participação no projeto representa uma oportunidade histórica.
“Esse projeto é essencial pois foca na redução de desperdícios, otimização de fluxos e melhoria da eficiência assistencial. O mais importante é que o Lean nas Emergências coloca o paciente no centro da atenção, garantindo atendimento mais rápido, seguro e humanizado, reduzindo esperas e aumentando a satisfação”, destacou.
Projeto nacional, impacto local
O Lean nas Emergências é uma iniciativa do Ministério da Saúde e reúne alguns dos hospitais mais renomados do país: Beneficência Portuguesa (SP), Moinhos de Vento (RS), Oswaldo Cruz (SP), Hospital do Coração (SP), Sírio-Libanês (SP) e o próprio Albert Einstein.
As instituições atuam como mentoras de unidades públicas e filantrópicas, com foco em reduzir superlotação e criar modelos sustentáveis de atendimento emergencial.
No caso de Gravataí, o acompanhamento é conduzido diretamente pela equipe do Einstein, que seguirá monitorando, propondo melhorias e treinando as equipes locais nos próximos meses.
A expectativa é que, com a implementação das recomendações, o Dom João Becker alcance resultados semelhantes aos observados em outras emergências do país que adotaram o método: queda no tempo de espera, mais previsibilidade nos fluxos e melhora significativa na percepção dos pacientes.






