No final do ano passado, os deuses da bola vestiram vermelho e branco. A fuga do rebaixamento na última rodada foi uma bênção do destino. Uma loteria. Um tiro na lua. Um milagre cinematográfico.
Pois bem. Será preciso um novo capítulo dessa epopeia. Desta vez, o Internacional acaba de acionar a última cartada rumo ao imponderável que somente o futebol é capaz de consumar. A troca de treinador é a bala de prata.
A demissão de Paulo Pezzolano deveria ter ocorrido após o fracasso contra o Santos. A direção optou pelo “mudar não mudando”. Mas foi voo de galinha. Vitória contra a Chapecoense, seguida de nova derrota diante do pior São Paulo do século 21.
A comissão técnica deixa o Beira-Rio com 47% de aproveitamento em 46 jogos. Por muito tempo, tiraram leite de pedra. Depois da Copa do Mundo, porém, a “mágica” bateu no teto. Foram apenas duas vitórias, cinco empates e sete derrotas — com direito à eliminação da Copa do Brasil para o tradicional adversário.
Até a conclusão deste pitaco, as informações apontam para a chegada do argentino Luís Zubeldía, ex-São Paulo e Fluminense. Não seria o momento.
Faltando dez jogos, é preciso “colocar fogo no vestiário”. De preferência, com um treinador gaúcho, que conheça o ambiente, respire Porto Alegre e saiba o peso de ir às compras depois de uma derrota.
Mano Menezes seria a principal aposta do Futebol Além do Resultado para o momento tenebroso. Na sequência, Lisca, o “Doido”, e Dunga, capitão do Tetra.
Enfim, nação colorada! Já pagaram as promessas pelo ano passado? Renovem os votos, clamem aos céus e lotem o Beira-Rio. Tomara que a mudança de treinador se revele uma “Bala de Prata” no peito do rebaixamento.
Oxalá!






