RAFAEL MARTINELLI

Empresário bolsonarista de Gravataí cobra ausência de políticos em atos que questionam eleição de Lula; Eu explico o porquê

Vilmar de Matos em foto que postou em suas redes sociais

Viralizou neste sábado nas redes sociais de Gravataí ‘questionamento’ feito pelo empresário Vilmar de Matos sobre a ausência de políticos da aldeia nas manifestações golpistas que trancam estradas e atrapalham o sono de milicos nos quartéis.

“Onde estão os políticos que usaram o nome do Bolsonaro para serem eleitos? Foram eleitos para serem a voz do povo, e agora sumiram?”, cobrou, no vídeo que você assiste clicando aqui, o dono da Vip Veículos, bolsonarista raiz, desde quando os fãs aprenderam a ganhar trocados vendendo camisetas do mito.

Por obvio Vilmar, apesar de citar o Tenente-Coronel Zucco e Gustavo Vitorino, de Porto Alegre, provoca políticos de Gravataí que subiram em carros de som para se declarar a Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição.

Erro eu ao achar que ele atira no prefeito Luiz Zaffalon e no vice Dr. Levi, na deputada estadual Patrícia Alba e no ex-prefeito ‘Grande Eleitor’ de Gravataí, Marco Alba?

Talvez, aguardemos, queira ele, como um Sérgio Moro, ser político em Gravataí, meio sem ser, mas sendo.

Mas o objetivo deste artigo é tentar explicar o porquê dos nossos políticos não estarem com você, senhor Vilmar.

Não terem nem passado para abanar para aqueles que estão trancando ruas, acampando, comendo na conta de alguém e fazendo suas necessidades em banheiros químicos unissex em frente a quartéis.

Anote.

Artigo 359 L, M, R do Código Penal, combinado com o Artigo 286, parágrafo único.

Somadas as penas: 28 anos e meio de CADEIA.

Para não achar que essa nossa Constituição Federal é “coisa de Xandão”, nos EUA a traição à Pátria (similar ao golpismo de bananas que tentam neste pós-eleição) pode custar prisão perpétua e, ainda hoje, até pena de morte em seis estados (Arkansas, Califórnia, Geórgia, Louisiana, Mississippi e Missouri).

Entendeu, Vilmar, que aparece no vídeo com uma bandeira do Brasil, bonita e esteticamente bem deitada sobre o ombro, cara boa, cabelo na régua (se não é o DNA, tratado com uma tintura bonita) e sem travar a língua para falar?

Não se trata apenas do risco de perder mandato. Os políticos de Gravataí ficaram ao lado da democracia, da lei, não do crime. Democracias pressupõe cumprir ordens judiciais, goste-se ou não.

Lembro de um cara, Lula, preso 580 dias, sem que seus fãs fizessem baderna alguma. Nem quando foi solto como um inocente. Restou eleito nas urnas eletrônicas.

Serve o exemplo?

O próprio Bolsonaro, em live, vestido como o ex-palhaço Zelensky, mandou a galera do bingo, bocha e tupperware para casa; e, depois, ao visitar o STF, parafraseou Galvão Bueno na Copa de 94 em um “Acabooooou!”.

A transição já está acontecendo, sabia Vilmar?

O PL, que já garantiu a Bolsonaro salário de ponta direita reserva do Palmeiras, anunciou que vai fazer “oposição”.

O Enem vem aí e sugiro uma questão: se o PL de Bolsonaro diz que vai ser oposição, significa que Lula é reconhecido como governo, não?

– A gente não vê lideranças políticas, pessoas com mandato, representantes eleitos dispostos a carregar o caixão do Bolsonaro. O futuro que Bolsonaro parece ter escolhido para ele é, primeiro, tentar não ser investigado criminalmente. E aí vamos ver se ele tem alguma moeda de troca que permita protegê-lo. E a segunda coisa é tentar ser o líder político desses grupos sociais que têm afetos antidemocráticos, se entendem como extrema direita – analisa a cientista política Mayra Goulart.

Ao fim, não é uma brincadeira, um meme ou comprar um carro usado. Certo estão os políticos de Gravataí. A eleição acabou. Se algum detentor de mandato aparecer em manifestação golpista, pedindo intervenção militar, é traidor da Constituição e da Pátria. Não só pode, como deve, ser cassado.

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