Cadência, controle, troca de passes, circulação paciente e triangulações. O time da Espanha despachou a grande favorita da Copa do Mundo. Triunfo da escola acadêmica de jogar futebol.
Um time praticamente sem atacantes e com uma identidade que nos remete ao modelo de 2010. Mas com alguns diferenciais impostos por Luis De La Fuente, inclusive o fato de “saber sofrer” sem a bola – com menção mais que especial para a jornada monstruosa de Cucurella.
Com Rodri fazendo o pivô defensivo e ditando todo o ritmo da equipe. Fabián Ruiz na transição, Dani Olmo no entrelinhas e Oyarzabal como falso 9 e garantindo superioridade no setor vital do meio-campo. O mesmo é válido para os falsos pontas.
La Roja neutralizou o poderia ofensivo de Mbappé & Cia e soube explorar muito bem os erros do adversário, a começar pelo pênalti estúpido cometido por Lucas Digne, e pela liberdade ofertada para Pedro Porro no segundo gol.
Sobre os franceses, sempre pontuamos que as virtudes estavam muito mais nas peças individuais do que na mecânica de jogo. Isso durante todo o longo ciclo liderado por Didier Deschamps desde a Copa de 2014.
Foi o terceiro duelo contra a França, com três vitórias seguidas da Espanha. Não há zebra! A identidade de jogo novamente triunfou sobre as individualidades. Por isso nem citamos Lamine Yamal.
Novamente a Copa do Mundo revelou-se como “Cemitério das Favoritas”, e talvez o triunfo da Espanha seja um recado definitivo para o Planeta Bola. Num futebol com cada vez menos espaços para o brilho individual, a mecânica coletiva é a grande camisa 10 do espetáculo.
Que venha a grande final no próximo domingo. Para confirmarmos as teses ou mordermos a língua. Obrigado, futebol!






