ACOLHIMENTO

Acolhimento familiar: Gravataí compartilha experiência no RS e convoca novas famílias; veja como participar

Gravataí apresentou sua experiência na política de acolhimento familiar durante o II Seminário Estadual de Acolhimento Familiar, realizado na terça-feira (3), na sede do Ministério Público, em Porto Alegre. Atualmente, o município conta com 25 famílias habilitadas para receber crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias de origem por determinação judicial. Ao todo, 16 jovens estão sendo atendidos nessa modalidade.

A participação ocorreu no painel “Experiências que fortalecem o cuidado em ambiente familiar”, que reuniu iniciativas e estratégias voltadas à expansão do acolhimento familiar no Rio Grande do Sul.

A apresentação foi conduzida pela chefe de Divisão de Alta Complexidade Criança e Adolescente de Gravataí, Cristiane Rosa. Ela destacou que o crescimento do serviço no município é resultado de ações de mobilização social, divulgação, seleção e preparação das famílias, além do acompanhamento de equipes técnicas especializadas.

“Participar deste Seminário e compartilhar a experiência de Gravataí foi uma oportunidade de contribuir para o fortalecimento do acolhimento familiar em todo o Estado. A construção dessa política exige compromisso institucional, investimento, qualificação técnica e, sobretudo, integração entre o Poder Executivo, o Sistema de Justiça e a rede de proteção”, afirmou.

Segundo Cristiane, o município pretende compartilhar os resultados e os desafios enfrentados para incentivar outras cidades a desenvolverem iniciativas semelhantes.

O Serviço Família Acolhedora é uma modalidade de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele oferece moradia temporária a crianças e adolescentes que precisam ser afastados de suas famílias de origem por determinação judicial.

Diferentemente do acolhimento institucional, em que os jovens permanecem em abrigos, nessa modalidade eles são recebidos na residência de famílias previamente selecionadas, capacitadas e habilitadas pelo serviço.

A proposta é proporcionar atenção individualizada, convivência familiar e comunitária e um ambiente de referência afetiva e proteção durante o período de afastamento.

O acolhimento não representa adoção. As famílias participantes assumem temporariamente os cuidados, enquanto a rede de proteção e o Sistema de Justiça acompanham cada situação e avaliam os encaminhamentos necessários.

Apesar dos avanços, Gravataí ainda busca aumentar o número de famílias habilitadas. A avaliação da administração municipal é que uma rede maior amplia as possibilidades de atendimento e permite oferecer acolhimento familiar a mais crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente de seus responsáveis.

Durante o seminário, um dos pontos destacados foi a importância da articulação entre o Serviço Família Acolhedora, o Juizado da Infância e da Juventude e o Ministério Público.

A integração entre as instituições permite estabelecer estratégias conjuntas, superar dificuldades e qualificar o atendimento prestado às crianças e aos adolescentes.

A participação de representantes da magistratura e do Ministério Público também contribuiu para apresentar como a cooperação entre os órgãos fortalece a política pública.

Como se tornar uma família acolhedora em Gravataí

A prefeitura mantém uma mobilização para apresentar o serviço à população e convidar novas famílias interessadas em participar.

Quem deseja conhecer os critérios de participação, esclarecer dúvidas ou obter informações sobre o processo de habilitação pode entrar em contato com a equipe responsável pelos seguintes canais: WhatsApp: (51) 3600-7679 e Instagram: @familiaacolhedoragravatai.

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