Gravataí foi novamente contemplada com o Programa Mãe Gaúcha e garantiu, pelo terceiro ano consecutivo, a continuidade da iniciativa em 2026. Desenvolvido pelo Governo do Estado, o programa beneficia gestantes em situação de vulnerabilidade social, pobreza ou extrema pobreza, oferecendo apoio direto no momento mais sensível da maternidade.
O Mãe Gaúcha é responsável pela entrega de kits completos de enxoval para os bebês, assegurando condições mínimas de cuidado, acolhimento e dignidade para mães e recém-nascidos. Somente em 2025, o município distribuiu 341 kits a futuras mamães gravataienses, número que evidencia o alcance social da política pública.
Para o secretário municipal da Família, Cidadania e Assistência Social, Leandro Ferreira, a manutenção do programa reforça a integração entre município e Estado no enfrentamento das desigualdades sociais.
“Gravataí tem acesso a diversos programas estaduais voltados à assistência da população em situação de vulnerabilidade. É fundamental garantir acolhimento e dignidade para quem mais precisa, especialmente em um momento tão delicado quanto a gestação”, destaca.
O programa contempla gestantes a partir da 28ª semana de gravidez que estejam inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), sejam beneficiárias do Bolsa Família — ou aguardem o deferimento do benefício — e mantenham o pré-natal em dia. O foco vai além do auxílio material, buscando também promover a emancipação social das famílias atendidas.
Em Gravataí, as informações sobre o Mãe Gaúcha e demais serviços assistenciais podem ser obtidas diretamente no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro de residência da gestante. As unidades também serão responsáveis pela distribuição dos kits, após o repasse do material ao município.
Rede de proteção ampliada
Além do Mãe Gaúcha, Gravataí integra outros programas estaduais que fortalecem a rede socioassistencial e ampliam o suporte às famílias mais vulneráveis, especialmente após os impactos das enchentes de 2024.
O Família Gaúcha oferece acompanhamento individualizado por Agentes de Desenvolvimento, com planos personalizados, renda temporária de R$ 200 mensais por até 22 meses, capacitação profissional por meio do Projeto Emancipa e inserção em políticas públicas voltadas à autonomia e inclusão social.
Já o Piso Gaúcho Regular garante recursos financeiros para fortalecer a Assistência Social nos municípios, com uso flexível em serviços básicos e especializados, gestão e benefícios eventuais, como o aluguel social. O modelo substitui repasses antigos e amplia a autonomia municipal para atender demandas locais.
O Piso Gaúcho Especial, por sua vez, destina recursos extras para ações estruturantes, como construção e reforma de CRAS, CREAS e Centros POP, além de modalidades emergenciais como Aluguel Social e Estadia Solidária, contribuindo para a reconstrução da rede socioassistencial no pós-enchentes.






