SEGURANÇA

Investigação revela esquema de tráfico internacional da droga ‘boa noite cinderela’

A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, desarticulou na sexta-feira (16) um esquema criminoso envolvendo a falsificação de receitas médicas e o tráfico internacional de medicamento controlado amplamente associado à prática de crimes graves, como roubos e crimes sexuais.

A ação foi coordenada pela delegada Tatiana Barreira Bastos e resultou na prisão de uma mulher de 50 anos, de nacionalidade argentina, que utilizava documentos falsos para adquirir medicamentos de uso restrito em diversas farmácias da capital.

Com a suspeita, os policiais apreenderam uma grande quantidade de medicamento controlado, o que confirmou a materialidade delitiva e evidenciou o risco concreto à ordem pública e à saúde coletiva.

A investigação teve início há cerca de seis meses, após o registro de ocorrência por uma médica da capital. A profissional foi acionada por uma rede de farmácias que desconfiou da autenticidade de uma receita apresentada em seu nome. Após a confirmação da falsificação do documento, a Polícia Civil passou a apurar o caso.

As diligências identificaram a mulher presa como responsável pela aquisição reiterada do medicamento Rohypnol — substância de uso restrito, conhecida no mercado ilegal como a droga do ‘boa noite cinderela’, frequentemente associada a crimes de violência patrimonial e sexual.

Modus operandi repetido e envio ao exterior

De acordo com a investigação, a suspeita utilizava o mesmo modus operandi em diferentes estabelecimentos farmacêuticos da capital, sempre apresentando receitas falsas para obter o medicamento.

Parte da medicação adquirida era destinada à revenda no exterior, especificamente na Argentina, caracterizando tráfico internacional de substância controlada.

A prisão representou a ruptura de uma cadeia de circulação ilegal que alimentava o mercado clandestino entre Brasil e Argentina, interrompendo o fluxo de uma droga frequentemente utilizada para a prática de crimes.

A investigada foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem para identificar eventuais outros envolvidos no esquema.

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