Uma operação interestadual coordenada a partir de Canoas desarticulou parte de uma quadrilha especializada em roubos a residências com restrição de liberdade das vítimas — um tipo de crime marcado pela violência e pelo planejamento detalhado.
A ofensiva, batizada de Operação Notre Dame, foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas de Canoas e teve desdobramentos diretos também em Gravataí, onde um dos suspeitos foi preso.
Ao todo, quatro pessoas foram presas: uma em Gravataí, uma em Lajeado e duas em Embu das Artes (SP). Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará.
A ação contou com apoio da Brigada Militar e das Polícias Civis de outros estados.
O caso começou a ser investigado após um roubo ocorrido em fevereiro na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, criminosos invadiram uma residência e mantiveram funcionários amarrados enquanto roubavam itens de alto valor, como joias e relógios de luxo.
A forma de atuação chamou a atenção dos investigadores pelo nível de organização e pela violência empregada.
Quadrilha operava com logística sofisticada
Segundo a Polícia Civil, a investigação revelou um esquema estruturado e interestadual. Os executores vinham de São Paulo, enquanto integrantes no Rio Grande do Sul davam suporte logístico, indicando alvos e auxiliando na operação.
“O monitoramento técnico e o uso de inteligência nos permitiram mapear cada passo da associação criminosa”, afirmou o delegado Marco Guns.
Para a polícia, a cooperação entre diferentes forças de segurança foi fundamental para o avanço das investigações e cumprimento das prisões.
O diretor regional da Polícia Civil, Cristiano Reschke, destacou o impacto desse tipo de crime. “Quando vítimas são rendidas dentro de casa, o dano psicológico é imensurável”, disse.
A operação reforça um alerta para a Região Metropolitana, especialmente em cidades como Canoas e Gravataí, que aparecem tanto como alvo quanto como base de apoio logístico de grupos criminosos.
As investigações seguem para identificar outros envolvidos e possíveis conexões com crimes semelhantes.






