JEANE BORDIGNON

Lembra da Medonha?

Denise Pacheco, a Medonha (em memória)

Denise Pacheco Lopes teve uma vida curta, mas intensa. Parecia até que ela conseguia estender o tempo e fazer seu dia ter mais horas. Artista desde que se entendia por gente, tornou-se professora e guia de turismo, participava do Clube Literário, foi Promotora da Paz, dava oficinas de arte e ainda conseguia vender doces.

Quando assumiu o codinome Medonha, descobriu ainda mais facetas: escritora, contadora de histórias, livreira, criou um ateliê infantil, fazia pintura de rosto, fazia fantoches…

E claro que sendo tão múltipla e ativa, passou pelas vidas de muitas pessoas. Era impossível não ser cativada por aquela guria de cabelo loiro, roupa colorida e sorriso iluminado. Denise deixou muitas saudades.

Sinto como missão manter vivo o legado da minha amiga. Transformei a história dela numa contação que inclui a série “Conhecendo Gravataí com Medonha”. E que termina com uma homenagem que sempre me deixa com um nó na garganta.

Mas a Denise Medonha merece muito mais. Quero registrar as memórias que ela deixou por onde passou e naqueles que dividiram momentos com ela. Contar a história dessa artista que agitava a aldeia tanto quanto amava essa cidade.

Se você quiser fazer parte desse projeto, é só me enviar um e-mail para jeane.bordignon@gmail.com . Conta para mim suas memórias da Medonha? Como você a conheceu? Qual a principal lembrança? O que mais te marcou?

Quero saber não apenas como era a artista, mas a amiga, a professora, a guia de turismo, a contadora de histórias, a mãe do Iberê Obi, a apaixonada pelas carreteadas, pelos doces, pela Frida Kahlo, pelo México, por cores e estampas de bolinhas.

Conheci mais a Denise artista, a moça que gostava de desenhar os prédios históricos de Gravataí. E depois convivi com a “agitadora” da Agir, junto com seu parceiro de vida, Waldemar Max. Na época em que a sede da Agir era no espaço que o querido Edílio Fonseca construiu no pátio da sua casa para abrigar o Clube Literário. Mas nas mãos da Denise e do Max, aquela casinha, como eu chamava carinhosamente, encheu-se de cores e múltiplas formas de arte. Saudades…

Foi naquele tempo que ela virou a Medonha e desabrochou ainda mais. Acho que minha última ida na sede da Agir foi no lançamento do primeiro livro “Conhecendo Gravataí com Medonha”. A Denise estava radiante, realizada. A ”casinha” ficou cheia de amigos e admiradores, celebrando junto com nossa querida autora. 

Depois fui percorrer outros caminhos e só acompanhei à distância os próximos passos da Medonha. Também da Denise… não vi de perto a barriga com Iberê no forninho, mas nas fotos dá para perceber que ela estava em estado de graça. Era sua obra mais desejada. E logo que nasceu o gurizinho, ele já se tornou parceiro das andanças artísticas do casal mais artístico de Gravataí. Como não seria artista também?

Ainda acho injusto que a Denise tenha partido tão cedo. Ainda não consigo entender, por mais que compreenda que ela era tão iluminada que foi morar junto das outras estrelas. E sei que ela deixou muita luz por aqui. Tanto, que ainda ilumina meu caminho! Quero usar meu dom de escrever para deixar registrada, para as próximas gerações, a história da artista mais medonha que já existiu. 

Posso contar com vocês nessa missão? Aguardo as memórias mais bonitas e mais divertidas da nossa Denise Medonha no email jeane.bordignon@gmail.com . Gratidão!

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