coluna do cidade

Meu amigo Leopardo

És todo fúria

És todo descompostura

És o sonho sem estrutura

És a audácia de usar armadura de acácia

És nosso terrível amadinho

Meu bem, meu belo – pow! pow! POW!

És o ouvido carente de sussurro

És o automóvel em velocidade contra o muro

Sem lamentações-sentimos tua falta em data exata

Danando roedores esquivos aos sentidos turvos

De outrora

A mocidade se empenha a quê?

És o sábio sozinho

Evitando grandes narizes intrusos

És a mãe e o menininho

És o bom coração

Na multidão

Exorcizando um furacão

De galanteios e umidades

És a mãe das saudades

Sendo não

És os meios e não o fim

Pra solidão

E desapego universais

És a euforia sem mim.

 

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