– E aí, vai ser o vice?
Sempre com um sorriso, o vereador tucano Beto Pereira respondeu inúmeras vezes a essa pergunta antes, durante e depois da sessão da Câmara, após o Seguinte: publicar entrevista onde Anabel Lorenzi (PSB) confirma a conversa com o grupo do vice-prefeito Francisco Pinho (PSDB).
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Para descrever uma chapa Anabel-Beto, o leitor pode escolher entre plural ou incoerente – pelo menos ideologicamente.
É que Anabel é da ala mais à esquerda do PSB, crítica, por exemplo, ao apoio que o partido deu ao tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições de 2014, e contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Já Beto é um empresário de direita, defensor do Estado mínimo e eleitor de Aécio.
Quem os conhece sabe que é difícil encontrar pontos em comum nos discursos dos dois. Num debate sobre o funcionalismo público seriam antagonistas, para ficar só num exemplo.
Confirmada a aliança, Beto não deve enfrentar vetos a seu nome no PSB. Depois do pavor que bateu com as especulações de uma renúncia de Anabel para o partido indicar o vice do prefeito Marco Alba (PMDB), a bancada já está se acostumando com a ideia de que, dos males, o menor. 'Menos pior' do que se abraçar a um prefeito a quem os vereadores fizeram talvez a oposição mais forte na Câmara, ainda será ter como vice um vereador oriundo da base desse governo.
Sem falar no vice-prefeito em cima do palanque, claro.






