Na reta final do processo, dois lados se concentram em senadores que podem mudar voto.
Para se configurar o impeachment são necessários ao menos 54 votos dos 81 senadores. Quando o Senado admitiu a abertura do processo e Rousseff foi automaticamente afastada, 55 entenderam que ela deveria ser alvo de uma investigação jurídico-política e 22 foram contrários. Isso não significa, no entanto, que esses congressistas já admitiam de antemão que ela cometera os crimes de responsabilidade dos quais é acusada.
No próximo dia 2 de agosto, a Comissão votará o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), que será pelo impedimento da petista. A expectativa é que, na segunda quinzena de agosto, o plenário aprecie a questão em definitivo. Até lá, porém, muitas negociações deverão ser feitas. As diferenças, são o que cada um dos principais interessados tem a oferecer.
Nesta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o criador da figura política Rousseff, esteve em Brasília para retomar os diálogos com os senadores. A principal cartada de Dilma para tentar retornar ao cargo seria o de garantir aos parlamentares que encamparia uma campanha pelo plebiscito de convocação de novas eleições presidenciais.
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O poder de barganha da petista, contudo, é bem menor do que o de seu ex-aliado e hoje principal adversário, Temer. O presidente interino tem feito uma das coisas que mais sabe fazer: política. Com a caneta na mão, ele prometeu a senadores liberar recursos para concluir todas obras que estiverem perto do fim e que custem menos de 300.000 reais ao Tesouro. As promessas são feitas nas dezenas de encontros oficiais e extraoficiais com os parlamentares.
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