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O SEGUINTE INDICA: Perícia sobre pedalada gera constrangimento, mas não altera desfecho do impeachment

Dilma Rousseff, presidente afastada

Resultado da perícia do Senado reforça argumentos da defesa e da acusação. Ausência de responsabilidade de Dilma põe em xeque justificativa para embasar sua saída

 

perícia técnica do Senado que indicou não haver provas de que a presidenta Dilma contribuiu diretamente para a chamada pedalada fiscal abriu um constrangimento no processo de impeachment. Não a ponto de mudar o seu resultado, segundo especialistas ouvidos pelo EL PAÍS. Mas, o fato de que um dos dois crimes de responsabilidades pelos quais Dilma está respondendo – e que foi repetido exaustivamente como justificativa para o pedido de afastamento da petista não existe mais – reforça a voz dos que não enxergam legitimidade no processo. No texto, no entanto, os consultores entenderam que a presidenta afastada é sim responsável pela edição de decretos de créditos suplementares sem a permissão do Legislativo, uma manobra que também embasa o pedido do impeachment, o que fortalece a justificativa de quem apoia a saída de Dilma.

Desta forma, o resultado da perícia acabou oferecendo novos elementos para reforçar tanto a defesa como a acusação. Especialistas consultados pelo El País acreditam, contudo, que o documento não será capaz de reverter a decisão dos senadores na votação final do impeachment.

– Esse primeiro resultado da perícia pode enfraquecer o processo, mas não a ponto de evitá-lo, dado que a motivação maior para esse pedido de afastamento não parece ter sido as pedaladas em sim – explica Nelson Marconi, professor da Economia da Faculdade Getúlio Vargas de São Paulo.

O Seguinte: recomenda a leitura na íntegra da reportagem publicada pelo jornal. Clique aqui

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