SEGURANÇA

OAB de Gravataí inaugura Banco Vermelho em meio a alta nos feminicídios no RS

Fotos: Guilherme Oliveira

Um banco vermelho. Vazio. E carregado de significado. Na manhã desta segunda-feira (2), às 10h30, a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Gravataí inaugurou o Banco Vermelho, símbolo mundial de enfrentamento à violência de gênero, com ênfase no combate ao feminicídio.

O ato ocorreu em um contexto alarmante. No Rio Grande do Sul, os casos de feminicídio registraram aumento de 53% nos meses de janeiro e fevereiro, em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 20 ocorrências apenas nos dois primeiros meses do ano.

O Banco Vermelho representa justamente isso: a ausência das mulheres vítimas de feminicídio. A proposta é simples e potente. Ao sentar-se no banco, o cidadão é convidado a refletir sobre a realidade da violência contra a mulher. Ao levantar-se, deve sair comprometido com a transformação desse cenário.

A mobilização reuniu representantes dos três Poderes e da sociedade civil organizada. Estiveram presentes integrantes do Judiciário, do Legislativo Estadual e Municipal, do Executivo Municipal, da Defensoria Pública, do Ministério Público, de órgãos de Segurança Pública, além de sindicatos e associações comerciais.

Participaram do ato o presidente da OAB/Gravataí, Luiz Fernando Rodrigues; a vice-presidente, Carla Mônego Basler; o advogado Elso Joares Pires; e a presidente da Comissão da Mulher Advogada da Subseção, Thais Bast Lausmann de Carvalho.

Também estiveram presentes a primeira-dama de Gravataí, Marlene Zaffalon; o presidente da Câmara de Vereadores, Dilamar Soares; o vice-presidente Hiago Pacheco; as vereadoras Anna Beatriz e Vitalina Gonçalves; além da deputada estadual Patrícia Alba.

Política pública e mobilização permanente

A iniciativa encontra respaldo na Lei Federal nº 14.942/2024, que institui a Política Nacional de Combate à Violência contra a Mulher, fortalecendo ações permanentes de prevenção, conscientização e enfrentamento à violência de gênero.

Mais do que um ato simbólico, a inauguração do Banco Vermelho insere Gravataí em um movimento internacional que utiliza a arte urbana como instrumento de denúncia e sensibilização.

O banco permanece. A pergunta também. Quantas ausências mais serão necessárias para que a violência deixe de ser rotina? Enquanto os números sobem, o vermelho não é apenas cor. É alerta.

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