SEGURANÇA

Operação Ave de Rapina desarticula esquema de tráfico de animais em Canoas, Viamão e Porto Alegre

Uma operação coordenada pelo governo do Estado mobilizou forças policiais e ambientais para combater o tráfico de animais silvestres na Região Metropolitana. A ofensiva, batizada de Operação Ave de Rapina, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Canoas, Viamão e Porto Alegre.

A ação foi conduzida pela Polícia Civil de Barra do Ribeiro, pela Delegacia de Polícia Especializada de Proteção e Defesa do Meio Ambiente e dos Animais (Dema) e pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). O foco foi apurar crimes de comércio ilegal de armas de fogo, tráfico de animais silvestres e exóticos e caça ilegal.

Durante as diligências, foram apreendidas 27 aves de sete espécies diferentes. Entre elas, três cardeais classificados como ameaçados de extinção. Também foi resgatado um cágado-de-barbela e recolhidos instrumentos utilizados em procedimentos veterinários irregulares.

As equipes constataram que as aves apresentavam sinais evidentes de estresse em razão das condições inadequadas de cativeiro. Algumas foram encontradas mortas. Após avaliação técnica, os pássaros foram reintroduzidos à natureza, com exceção de um cardeal juvenil, que foi encaminhado para reabilitação antes da soltura.

A operação resultou ainda em três prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Agropecuária como fachada

Segundo os responsáveis pela investigação, um dos presos mantinha aves ilegais no interior de uma agropecuária que funcionaria como fachada para o comércio clandestino de animais silvestres e exóticos. No local, os policiais encontraram uma lista de procedimentos realizados e um carimbo com numeração falsificada, indícios que sustentam a suspeita de exercício ilegal da profissão de médico veterinário.

A apuração segue para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance da rede.

A Operação Ave de Rapina reforça o enfrentamento ao tráfico de fauna, prática que compromete o equilíbrio ambiental e ameaça espécies nativas. Para as autoridades, a repressão qualificada é essencial para conter um mercado clandestino que movimenta recursos e alimenta outras atividades criminosas.

Além da responsabilização criminal, o foco das instituições é garantir a preservação da biodiversidade e assegurar que os animais resgatados tenham condições de retornar ao habitat natural.

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