EDUCAÇÃO

Obra de R$ 3,8 milhões em escola especial de Canoas enfrenta atrasos e problemas de infraestrutura; deputada vai acionar Estado

A presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputada de Gravataí Patrícia Alba (MDB), visitou a Escola Estadual de Educação Especial Brigadeiro Ney Gomes da Silva, em Canoas, para acompanhar o andamento das obras de recuperação da instituição.

A intervenção recebeu investimento anunciado de aproximadamente R$ 3,8 milhões e prevê melhorias em diferentes áreas da escola, incluindo cobertura, instalações elétricas e hidrossanitárias, pisos, paredes, esquadrias, acessos e outros espaços.

Durante a visita, a deputada conversou com a representante das famílias no Conselho Escolar, Rejane Surtica Ferreira, e ouviu relatos sobre problemas enfrentados pela comunidade escolar durante o período de obras.

Segundo os relatos apresentados à deputada, apesar de a obra estar em andamento há cerca de um ano, algumas áreas da escola ainda permanecem inacabadas.

Entre os problemas apontados estão alagamentos, infiltrações, umidade, irregularidades no piso e a necessidade de utilização de salas improvisadas.

As famílias também demonstraram preocupação com as condições de segurança e acessibilidade para os estudantes com deficiência que frequentam a instituição.

Outro ponto citado é a instalação dos aparelhos de ar-condicionado. Conforme os relatos, determinados equipamentos ainda não podem ser instalados enquanto etapas da obra não forem concluídas.

A situação preocupa a comunidade escolar, que cobra a conclusão dos serviços e condições adequadas para estudantes e profissionais.

De acordo com informações da Secretaria de Obras Públicas, a intervenção está atualmente em fase de aditivo contratual. O novo prazo previsto para a conclusão dos trabalhos é janeiro de 2027.

Durante a visita, Patrícia Alba afirmou que o investimento é importante, mas defendeu que a obra seja concluída de forma a garantir condições adequadas para a comunidade escolar.

“É um investimento importante, mas precisamos garantir que ele se transforme em uma escola segura, acessível e adequada para os estudantes e profissionais. Educação inclusiva também exige estrutura e respeito”, afirmou a deputada.

Deputada promete levar reclamações ao Estado

Patrícia informou que pretende encaminhar os relatos apresentados pelas famílias à secretária estadual da Educação, Raquel Teixeira, e acompanhar a evolução dos trabalhos.

Segundo a deputada, a intenção é buscar respostas do governo estadual sobre os problemas apontados e os próximos passos para a conclusão da intervenção.

“As famílias precisam ser ouvidas e ter respostas. Vamos buscar junto ao Estado os encaminhamentos necessários para que a obra avance e seja concluída com qualidade e segurança”, destacou.

A expectativa da comunidade escolar agora é que o cronograma seja cumprido e que as melhorias previstas no projeto resultem em uma estrutura adequada às necessidades dos estudantes com deficiência.

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