CRISE CLIMÁTICA

Mais vazão, menos risco: Gravataí investe em desassoreamento e estabilidade de arroios

A Prefeitura de Gravataí, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), concluiu na segunda-feira (2) mais uma etapa do plano de desassoreamento dos arroios do município. Desta vez, as intervenções contemplaram o Arroio Pascoal, integrando um conjunto de ações estratégicas voltadas à mitigação de riscos de enchentes e alagamentos na bacia do rio Gravataí.

As obras fazem parte do programa estadual Desassorear RS e seguem rigorosamente as diretrizes técnicas e ambientais vigentes, com foco na segurança hídrica, na estabilidade das margens e no aumento da capacidade de escoamento dos cursos d’água.

Nesta fase, os trabalhos se concentraram na região do Passo dos Ferreiros, onde a equipe técnica executou a reconstrução do talude e o reforço das cabeceiras com enrocamento de pedras — técnica de engenharia utilizada para proteger as margens, reduzir processos erosivos e garantir maior estabilidade ao arroio.

As intervenções foram realizadas em conformidade com a legislação ambiental, incluindo controle de sedimentos, proteção da fauna e da flora e manejo adequado dos materiais removidos, respeitando as Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Laone Pinedo, o trabalho vai além da simples retirada de sedimentos.

“O desassoreamento no Arroio Pascoal é uma ação técnica essencial para restabelecer a capacidade de vazão do arroio. Além da retirada de sedimentos, priorizamos a estabilidade do talude e o reforço das cabeceiras com rochas, seguindo boas práticas de engenharia e os parâmetros ambientais exigidos”, destacou.

O prefeito Luiz Zaffalon ressaltou a importância do investimento contínuo em infraestrutura preventiva e resiliente.

“Estamos executando um conjunto de obras com rigor técnico para proteger a cidade dos eventos extremos. É um trabalho integrado com o Desassorear RS, que alia eficiência hídrica, segurança das pessoas e respeito às normas ambientais. Seguiremos avançando por trechos prioritários para assegurar resultados duradouros”, afirmou.

A administração municipal reforça que o desassoreamento é uma das frentes permanentes de atuação para reduzir impactos de chuvas intensas, especialmente em regiões historicamente afetadas por alagamentos.

Entenda os principais aspectos técnicos das intervenções

1. Desassoreamento: remoção controlada de sedimentos acumulados no leito, recuperando a seção hídrica e reduzindo a perda da capacidade de vazão;

2. Reconstrução de talude: recomposição do perfil das margens para garantir estabilidade geotécnica e prevenir deslizamentos;

3. Enrocamento de cabeceiras: aplicação de pedras em pontos estruturais para dissipar a energia do fluxo e minimizar erosão e socavamento;

4. Conformidade ambiental: execução com licenciamento, controle de turbidez, proteção das APPs e manejo adequado de resíduos, conforme a legislação ambiental.

Os próximos passos incluem o monitoramento contínuo dos níveis dos arroios, inspeções pós-obra, manutenção preventiva dos trechos críticos e a priorização de novas frentes de serviço em áreas com histórico de alagamentos.

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