A Prefeitura de Cachoeirinha intensificou, a partir desta quarta-feira (7), as ações para enfrentar a crise do lixo que atinge cerca de metade da cidade.
Antes mesmo do início oficial da nova empresa responsável pela coleta, previsto para sexta-feira (9), o município firmou parceria emergencial com duas empresas privadas para acelerar a retirada dos resíduos acumulados desde a metade de dezembro de 2025.
As empresas R. Schaeffer Construções e EBC Comércio e Serviços de Construção disponibilizaram dez caminhões e sete retroescavadeiras, que já estão nas ruas atuando na remoção dos pontos mais críticos.
A operação emergencial ocorre de forma conjunta com a estrutura municipal e deve seguir em paralelo ao início das atividades da nova concessionária, com o objetivo de normalizar o serviço o mais rápido possível.
“Vamos limpar a nossa Cachoeirinha. Nosso povo merece nosso respeito e carinho”, afirmou a prefeita interina Jussara Caçapava (Avante).
Crise levou a decreto de emergência sanitária
A ampliação da força-tarefa ocorre um dia após a prefeita interina decretar Situação de Emergência Sanitária por 60 dias, com vigência a partir de sexta-feira (9).
Como já noticiado pelo Seguinte:, o decreto reconhece oficialmente a falência temporária do sistema de coleta, transporte e destinação de resíduos sólidos, além do risco concreto à saúde pública provocado pelo acúmulo de lixo em vias públicas e contêineres.
A medida abriu caminho para uma operação emergencial em regime ininterrupto de 24 horas, inicialmente concentrada em um período intensivo de 15 dias, com participação direta da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos (SMISU).
Apesar do reforço emergencial iniciado nesta quarta-feira, a Prefeitura confirma que a nova empresa responsável pela coleta de lixo assume oficialmente o serviço na sexta-feira (9). A operação começa com estrutura reforçada, incluindo oito caminhões novos, zero quilômetro, além de motoristas, garis e equipe técnica de apoio.
A expectativa do Executivo é que a atuação simultânea — força-tarefa municipal, empresas emergenciais e nova concessionária — permita retirar rapidamente o lixo acumulado em diversos bairros, que se tornou um dos principais problemas herdados pela gestão interina.
Transbordo muda para Gravataí
Outra medida estratégica adotada para destravar o sistema foi a mudança do local de transbordo do lixo, que deixa de ser realizado em São Leopoldo e passa a ocorrer em Gravataí, por meio de cooperação técnica entre os municípios.
A alteração busca reduzir filas e gargalos logísticos — havia registros de caminhões aguardando mais de seis horas para descarregar.
O transporte complementar até a destinação final seguirá sendo feito em São Leopoldo, de forma temporária e sem custos adicionais ao município, conforme previsto no decreto de emergência.
Do discurso à ação
As medidas reforçam, na prática, a promessa feita por Jussara Caçapava ainda nas primeiras horas após assumir o comando da Prefeitura, quando afirmou que a limpeza urbana seria a prioridade número um do governo interino.
Agora, com caminhões extras já nas ruas, decreto em vigor e nova empresa prestes a iniciar a operação, a Prefeitura aposta em uma resposta rápida para encerrar uma crise que se arrasta há semanas e teve ampla repercussão na cidade e na região metropolitana.
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