Essa eleição terá a pré-campanha, a campanha e anti-campanha – já dizia um conhecedor dos assuntos da aldeia. E ela começa no tapetão. Ou melhor, já começou
Quinta-feira da semana passada, o PSD recebeu a intimação da segunda representação a que responde. A primeira, feita pelo PMDB, era sobre suposta campanha antes do prazo: o PSD pôs placas pela cidade, convidando as pessoas a se filiarem ao partido, e elas exibem o número que, depois, será usado pelo candidato na eleição.
Para o PMDB, isso não pode.
A segunda representação questiona quem pagou as placas. É essa que foi recebida na quinta. O autor: o Ministério Público eleitoral.
Dois exemplos que ilustram bem o clima dessa pré-campanha: a anti-campanha. Tudo ou quase tudo pode parar na Justiça – o tapetão, que é para onde vão as disputas do futebol fora de campo, agora faz parte da eleição. Não só fiscaliza; joga.
Os partidos não admitem oficialmente, mas as ações revelam a estratégia de fragilizar na Justiça a campanha dos adversários antes mesmo de ir às ruas em busca de votos.
O PDT também já anunciou que vai acionar seus advogados para representar contra o PMDB por suposto 'discurso de campanha' que o prefeito Marco Alba teria adotado em inaugurações de obras.
O PSD de Levi foi no embalo. A assessoria jurídica do partido não confirma, mas o candidato pensa em processar Cláudio Ávila, do PDT, por tentar ligá-lo pejorativamente à CPI das Próteses – o que, no entender de Levi, é calúnia e difamação. O assunto surgiu em postagem do Facebook, que tem sido o meio para críticas aos adversários e um imenso lago para essa pescaria jurídica em busca de provas de ofensas.
PSD, PDT e PMDB tem estruturas só para isso – tanto de advogados como de 'observadores de Facebook'. Não vão ter trégua até a eleição, quem sabe até depois dela, dessa vez.
Só quem vem passando ao largo dessa tática é Anabel Lorenzi (PSB). Pelo menos por enquanto.







