O Calendário Nacional de Vacinação passou a contar, nesta segunda-feira (3), com uma nova dose de proteção contra a poliomielite. A partir de agora, crianças de 4 anos devem receber o 2º reforço da vacina inativada poliomielite (VIP), medida que busca ampliar a imunização contra a doença.
Em Gravataí, as doses já estão disponíveis em todas as unidades municipais de saúde.
A Secretaria Municipal da Saúde orienta pais e responsáveis a procurarem a unidade mais próxima para verificar a situação vacinal das crianças e atualizar a caderneta, caso necessário.
“A poliomielite é uma doença grave e que pode causar paralisia permanente, mas pode ser evitada com a vacinação”, destacou o secretário municipal da Saúde, Régis Fonseca.
Segundo ele, manter a imunização em dia é fundamental para preservar a proteção coletiva e evitar o retorno da doença.
O que muda no calendário?
Até então, o esquema vacinal contra a poliomielite era composto por quatro aplicações da vacina inativada (VIP): três doses iniciais e um reforço aos 15 meses.
Com a atualização, passa a haver um segundo reforço aos 4 anos de idade.
Como era o esquema
- 2 meses: 1ª dose (VIP);
- 4 meses: 2ª dose (VIP);
- 6 meses: 3ª dose (VIP);
- 15 meses: 1º reforço (VIP).
Como fica
- 2 meses: 1ª dose (VIP);
- 4 meses: 2ª dose (VIP);
- 6 meses: 3ª dose (VIP);
- 15 meses: 1º reforço (VIP);
- 4 anos: 2º reforço (VIP).
Crianças com vacinas atrasadas também podem ser imunizadas
A Secretaria da Saúde informa que crianças que perderam alguma das doses previstas no esquema primário ou do primeiro reforço poderão atualizar a vacinação até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
Além da vacina contra a poliomielite, todas as demais vacinas do calendário básico seguem disponíveis nas unidades de saúde.
Por isso, a orientação é que pais e responsáveis levem a caderneta de vacinação durante o atendimento para que as equipes possam avaliar a situação de cada criança e aplicar, se necessário, outras doses em atraso.
A poliomielite é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido principalmente pelo contato direto entre pessoas, por meio da via fecal-oral, e também pode ser contraída por água ou alimentos contaminados.
Embora muitos casos sejam leves, a infecção pode atingir o sistema nervoso, provocar paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores, e, em situações mais graves, levar à morte.
Erradicada no Brasil desde a década de 1990, a doença continua sendo monitorada pelas autoridades sanitárias, que reforçam a importância da alta cobertura vacinal para impedir sua reintrodução no país.






