Jones em Brasília

Deputado com a bênção de Padilha

Jones, na campanha para deputado, se preparando para gravar programa de TV

Terceiro suplente da bancada gaúcha do PMDB, Jones Martins assume na segunda-feira na vaga do ministro do Desenvolvimento Social escolhido por Michel Temer, Osmar Terra – e com a articulação de Eliseu Padilha

 

 

Há menos de uma semana, o telefone de Jones Martins tocou em Brasília. Do outro lado da linha, Eliseu Padilha. A conversa que se seguiu deixou Jones mais perto do mandato de deputado federal, o que deve acontecer já na segunda-feira que vem.

Terceiro suplente da bancada gaúcha do PMDB, o próximo na linha para assumir, Jones ouviu de Padilha as articulações do então vice-presidente da República, Michel Temer, sobre a composição do seu ministério caso ocorresse a suspensão da presidente eleita, Dilma Rousseff. Hoje pela manhã, com o Senado aprovando por 55 votos a 22 o afastamento, Temer se torna o presidente em exercício – e desencadeia uma série de atos que vão levar Gravataí de novo à uma cadeira no plenário da Câmara dos Deputados.

– O Michel queria o Osmar no ministério, especulou entregar-lhe a Saúde, até. Mas ficou um pouco preocupado com nossa base na Câmara. Disse que era tu, meu aliado, quem assumiria e o presidente se tranquilizou – teria dito Padilha a um grato Jones.

 

O papel de Jones na Câmara

 

Assumindo na vaga de Osmar Terra, Jones assume também os espaços do titular nas comissões permanentes da Câmara dos Deputados. Uma delas, a Frente Nacional da Saúde – assunto que Jones domina. Vai ajudar a bancada aliada do Planalto a ampliar o debate sobre o financiamento da saúde, por exemplo, e como os municípios enfrentam as dificuldades do setor diante da diminuição dos recursos nos cofres das prefeituras.

 

 

Padilha é o padrinho

 

Na política, Jones entra na conta de Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil de Temer e uma espécie de 'primeiro ministro' do governo. Caberá a Padilha a articulação de uma base política forte e fiel no Congresso, especialmente na Câmara – e ele põe Jones nessa conta, especialmente de decisões em que seja necessária formação de dois terços ou três quintos dos votos no plenário.

 

Embaixador de Gravataí

 

Jones já vinha ajudando o trânsito de autoridades da cidade, especialmente do governo Marco Alba, em Brasília. Agora, com mandato, deve aprofundar a relação.

No final de semana, ele conversa com o prefeito e devem, juntos, encontrar Padilha durante a semana em Brasília. Marco quer levar diretamente ao centro do governo federal as demandas mais urgentes de projetos da cidade que aguardam decisões de órgãos federais para sair do papel.

Depois, é tudo com Jones. Ele deve ficar encarregado de acompanhar as demandas.

– Jones queria ser deputado, está preparado para isso. É qualificado, conhece os corredores de Brasília. Mesmo que não seja um mandato definitivo, ele vai saber representar Gravataí muito bem – disse, na quinta-feira (11), o prefeito Marco Alba aos vereadores da base aliada do governo na Câmara.

 

: Jones, com menos de um ano de idade, quando a família deixou Meleiro em Santa Catarina para vir a Gravataí

 

Sem deputado desde 2006

 

A última vez que Gravataí teve um deputado federal eleito foi com Edir Oliveira, entre 2001 e 2006, pelo PTB.

 

LEIA MAIS:

As especulações sobre o futuro de Jones eram outras há uma semana

 

 

 

 

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