SAÚDE

Gravataí mapeia cidade para enfrentar mosquito da dengue

O combate ao mosquito começa antes mesmo da ação direta nas ruas. Teve início na segunda-feira (16), em Gravataí, o processo de reconhecimento geográfico (RG), etapa considerada essencial para orientar as estratégias de enfrentamento ao Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde de Gravataí, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, e envolve um mapeamento detalhado de quarteirões, imóveis, ruas e terrenos baldios em diferentes regiões do município.

A proposta é simples no conceito — conhecer o território —, mas decisiva na prática.

O reconhecimento geográfico funciona como ponto de partida para todas as ações de vigilância e controle do mosquito. É a partir desse levantamento que equipes definem rotas, prioridades e estratégias de atuação em campo.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Vigilância dos Riscos e Agravos Ambientais Biológicos (NVRAAB), Clarissa Spolaore, o processo é contínuo e acompanha as mudanças da cidade.

Ela destaca que o RG é uma atividade permanente da vigilância ambiental e epidemiológica, sendo atualizado conforme as necessidades de cada localidade. O objetivo é adaptar as ações de combate ao vetor às transformações urbanas e ao comportamento da doença.

Na mesma linha, o responsável técnico pelo núcleo, Róbinson Martins Korschner, reforça que o mapeamento é a base para organizar operações de campo, pesquisas entomológicas e metodologias de controle.

Em outras palavras: sem mapa, não há estratégia.

Agentes em campo e tecnologia

O trabalho é executado pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE), que percorrem bairros coletando informações diretamente nos locais mapeados. Quando necessário, podem solicitar acesso a residências — sempre identificados com crachá e colete e com entrada condicionada à autorização dos moradores.

A atuação, neste momento, está focada no levantamento de dados e no reconhecimento das áreas, etapa que antecede ações mais específicas de combate.

Para dar mais agilidade ao processo, os agentes utilizam tablets, permitindo o registro digital das informações em tempo real. A tecnologia reduz erros, facilita o armazenamento dos dados e acelera o planejamento das próximas etapas.

O avanço do reconhecimento geográfico ocorre em um contexto de atenção constante às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, que historicamente apresentam aumento em determinadas épocas do ano.

Ao investir no mapeamento detalhado do território, o município busca antecipar cenários, identificar áreas de risco e direcionar esforços com maior precisão. A lógica é preventiva. Mapear hoje para evitar surtos amanhã.

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