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“Arrancadas de Nós”: histórias interrompidas ganham voz em exposição sobre feminicídio na Câmara de Gravataí

foto: Gabriele Mendes

A dor que costuma caber no silêncio ganha forma, imagem e voz a partir desta segunda-feira em Gravataí. Será aberta hoje, às 15h, no Saguão do Plenário José Mariano Garcia Mota da Câmara de Vereadores de Gravataí, a exposição itinerante “Arrancadas de Nós: Histórias que Precisam Ser Contadas”, um memorial que atravessa o luto para se afirmar como denúncia — e, sobretudo, como chamado.

A iniciativa é organizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e chega à cidade por articulação da vereadora Vitalina Gonçalves (PT), que convida a comunidade a participar da abertura como gesto político e humano: estar presente também é posicionar-se.

A exposição reúne fotografias, relatos reais e objetos que contam histórias interrompidas pela violência de gênero. Não há abstração. Há nomes, rostos, trajetórias. Cada peça exposta cumpre uma função dupla: homenagear mulheres vítimas de feminicídio e expor, sem filtro, a brutalidade que ainda insiste em se repetir.

Mais do que um espaço de lembrança, a mostra opera como uma ruptura com a indiferença. “Arrancadas de Nós” não suaviza — confronta. Não apenas recorda — convoca.

SERVIÇO

  • Abertura: 23 de março de 2026, às 15h
  • Local: Saguão do Plenário José Mariano Garcia Mota, na Câmara de Vereadores de Gravataí
  • Visitação: até 27 de março de 2026
  • Entrada: gratuita

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