A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Revoada II, conduzida pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas.
A ação teve como alvo um grupo criminoso investigado por envolvimento em um duplo homicídio ocorrido em 21 de janeiro de 2026, no bairro Rio Branco, em Canoas.
Ao todo, foram cumpridas 23 ordens judiciais, sendo 22 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, nos municípios de Canoas, Porto Alegre e Charqueadas.
A operação contou com apoio da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e da Polícia Penal do Rio Grande do Sul.
Durante a ofensiva, os policiais apreenderam oito câmeras de vigilância supostamente utilizadas pelo grupo criminoso para monitorar um condomínio residencial onde ocorria a venda de drogas.
Segundo o diretor da Divisão de Homicídios Metropolitana, Rafael Pereira, as investigações apontam que a liderança da organização criminosa utilizava o sistema de monitoramento para controlar a movimentação no local.
Mãe e filho foram mortos em disputa por ponto de tráfico
Conforme a delegada Graziela Zinelli, o inquérito investiga o assassinato de mãe e filho, de 52 e 20 anos, respectivamente.
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas tinham ligação com o tráfico de drogas e foram baleadas em meio a uma disputa por ponto de venda de entorpecentes instalado dentro de um condomínio residencial.
O jovem morreu no hospital no mesmo dia do crime. Já a mulher, atingida por mais de sete disparos, morreu em abril em decorrência dos ferimentos.
Polícia quer enfraquecer atuação de facções
Segundo a delegada Graziela Zinelli, a operação integra o chamado Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Crimes de Homicídio, utilizado pela Polícia Civil para combater crimes violentos e organizações criminosas.
“O objetivo é dissuadir a reiteração criminosa e enfraquecer a atuação de grupos responsáveis por crimes contra a vida no município”, afirmou.
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Mario Souza, afirmou que todos os envolvidos serão responsabilizados.
“Os executores, mandantes e principalmente os líderes que estiverem envolvidos nas mortes serão investigados e responsabilizados”, declarou.






