SAUL TEIXEIRA

Espanha recoloca o “tiki-taka” no topo do Planeta Bola

Futebol nunca foi e jamais será um ato de justiça. Entretanto, a final da Copa do Mundo 2026 está entre as históricas exceções. Foi um atropelo do início ao fim.

Embora o placar mínimo, os números escancaram a distância oceânica entre as duas equipes. Foram 20 chutes da Espanha contra três do time de Messi. Posse de bola beirando os 70%. Olé… olé!!!

Entretanto, o time de Luis De La Fuente provocou a ira dos deuses da bola ao não decidir o jogo. Deu chance ao azar. Quanta falta de objetividade, né? Mesmo assim, é preciso respeitar a identidade que já garantiu três Eurocopas e duas Copas do Mundo neste século.

A forma como o título se consolidou também fala muito sobre a Seleção da Argentina. O duelo decretou a falência de um time superestimado desde a conquista da taça nos pênaltis em 2022. Pelo menos na ótica do Futebol Além do Resultado.

Foram quatro anos sem enfrentar grandes adversários, sem renovação de peças e sem oxigenação de ideias. Sempre dependendo do brilho individual do seu gênio de 39 anos.

Ao chegar em 2026, a sorte sorriu até a semifinal: Argélia, Áustria, Jordânia, Cabo Verde, Egito e Suíça. E mesmo assim foi preciso suar sangue. Sendo refém do “abafa” e da bola alta.

Enquanto isso, a Espanha teve entre os adversários ao longo de toda a competição, equipes como Uruguai, Portugal, Bélgica e a favoritaça França. Além do apreço pela bola, outro dado que consolida o sucesso coletivo: o time sofreu apenas um gol em todo o torneio.

Parabéns à Espanha de Ferran Torres pelo título mais do que merecido! Gostemos ou não, o tiki-taka sem centroavante está novamente no topo do Planeta Bola.

Que venha 2030…

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba nossa News

Publicidade