Como apreciador do futebol gaúcho, eu larguei, desisti, joguei para o Universo. O anúncio de Eduardo Baptista é água no pouco de brasa que ainda existia na esperança colorada.
A gestão de Alessandro Barcellos não foi capaz sequer de mobilizar o torcedor para a busca do milagre. É um show de incompetência, prepotência, como sempre, e, agora, também de politicagem.
Pelos nomes disponíveis no mercado e frente ao caótico contexto, Lisca “Doido” era quase uma unanimidade perante a opinião pública. Tem identificação com o clube, é gaúcho de Porto Alegre e reuniria duas virtudes fundamentais para o desafio: é bom de tática e de “incendiar” o ambiente.
Aos olhos da gestão, porém, ele é muito ligado ao ex-presidente Fernando Carvalho, internamente adversário dos atuais mandatários. Não é informação, é sentimento. Alessandro Barcellos já teve que pedir “perdão de joelhos” para Abel Braga ano passado e, como sabemos, Abelão foi Campeão do Mundo na era “Carvalhista”. A politicagem pode estar sendo a pá de cal definitiva no calvário vermelho e branco.
A direção tentou Dunga? Até Argel Fucks ou Celso Roth seriam alternativas superiores à adotada. Sim, pode parecer exagero, mas enfim…
Sobre a recusa de Abelão, entendo perfeitamente. Ele já consumou um milagre no ano passado. E, sendo bem pragmático, seria mais do mesmo no ambiente. O momento requer novidade e energia que, lamentavelmente, Abel talvez não tenha mais.
Nada contra o profissional contratado, mas é uma leitura básica de cenário. Em matéria de experiência, Eduardo Baptista passou por apenas duas grifes do país: o Fluminense, em 2015, e o Palmeiras, dois anos mais tarde. Teve pouco tempo para mostrar serviço, é verdade, mas eis o impasse do momento. O colorado possuiu míseros 10 jogos. Que envergadura ele tem para tamanha responsabilidade?
Chega logo, 31 de dezembro de 2026. Estão rebaixando o Inter antes da hora. E já faz tempo…





