3º NEURÔNIO

A “Caixa Amarela”: o caso Epstein brasileiro trancado no STF

Imagem gerada por ChatGPT

“As entrevistas de Toni Garcia ao GGN revelam um método notavelmente similar ao de Epstein praticado pela Lava-Jato”. Compartilhamos o artigo do jornalista Luis Nassif


Há uma versão brasileira do escândalo Epstein guardada a sete chaves no Supremo Tribunal Federal. Sua divulgação depende apenas do ministro Dias Toffoli. Mas você não verá, em momento algum, a grande mídia batalhando pela abertura desses arquivos.

Trata-se da caixa amarela, apreendida pela Polícia Federal nos arquivos da 13ª Vara Federal de Curitiba por ordem de Dias Toffoli — isso depois que a 13ª Vara e o TRF-4 desobedeceram sistematicamente às determinações do STF.

Peça 1 – O Modelo Epstein-CIA-Máfia

Para entender o caso brasileiro, é preciso compreender como operava Jeffrey Epstein no contexto da geopolítica norte-americana.

No artigo “Quando o Estado se associou ao crime organizado“, resumi as principais conclusões dos livros One Nation Under Blackmail (Uma Nação Sob Chantagem), da jornalista investigativa Whitney Webb.

Webb constrói uma história estrutural, não apenas um true crime. Jeffrey Epstein surge como produto final de um ecossistema montado desde a Segunda Guerra Mundial:

• Aliança Estado-crime organizado: Desde a Operation Underworld, a cooperação entre a inteligência dos EUA (ONI/OSS, posteriormente CIA) e as máfias tornou-se política de Estado, não exceção.

• Chantagem como tecnologia de poder: Sexo, drogas e dinheiro não são desvios morais — são ferramentas operacionais para controle político, empresarial e midiático.

• Bancos, offshores e narcotráfico: O livro demonstra como o narcotráfico alimenta liquidez bancária, inclusive em momentos de crise sistêmica, conectando-se ao crescimento do sistema financeiro offshore.

• Epstein não era “o cérebro”: Ele funcionava como gestor de dossiês, protegido por redes que atravessam inteligência, finanças, lobby e grandes fortunas — daí a blindagem judicial recorrente.

• Mídia e silêncio seletivo: Quando as conexões chegam perto de instituições “respeitáveis”, o interesse jornalístico evapora.

Peça 2 – O Modelo Lava-Jato

As entrevistas de Tony Garcia ao GGN revelam um método notavelmente similar praticado pela Lava-Jato.

Garcia afirma ter sido chantageado pelo juiz Sergio Moro para grampear e filmar autoridades. No chamado “baile da cueca”, os vídeos flagraram juízes e desembargadores em orgias sexuais.

Todos os ingredientes do modelo Epstein estão presentes: orgias sexuais devidamente gravadas, servindo como instrumento de chantagem e atendendo às intenções geopolíticas dos Estados Unidos.

Esses vídeos jamais receberam publicidade, aumentando as suspeitas de que foram utilizados para chantagear as autoridades. O procurador da República Celso Tres, integrante da equipe que investigou o Banestado, declarou ao GGN não ter mais dúvidas de que a chantagem ocorreu.

Todo esse material foi guardado na 13ª Vara, escondido em uma caixa amarela sem registro oficial. Segundo Tony Garcia, sua divulgação comprovará não apenas as chantagens, como também a participação direta do FBI e do DHS na Operação Lava-Jato.

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