A coordenadora da Casa de Cultura de Gravataí, Ângela Xavier, é uma das finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura 2025 na categoria Infantil. Ela concorre com o livro A Lanceirinha, que aborda a história dos Lanceiros Negros por meio de uma narrativa voltada ao público infantil.
A obra apresenta uma fábula contada a partir do olhar da menina Aisha, que ouve histórias do avô, João. A narrativa resgata a participação dos Lanceiros Negros na Revolução Farroupilha, destacando o protagonismo negro e feminino com elementos de afeto e ancestralidade.
Segundo a autora, o reconhecimento como finalista representa o resultado de décadas de atuação na educação.
“Ser finalista do Prêmio Açorianos de Literatura é motivo de plena satisfação e representa o reconhecimento de um trabalho árduo na busca por representatividade e protagonismo negro também na literatura”, afirmou.
Ângela destaca que o livro é fruto de uma trajetória de mais de 30 anos no magistério e da preocupação em abordar temas pouco presentes nos materiais didáticos.
“A obra busca destacar o protagonismo negro, para que as crianças compreendam que os povos negro e indígena participaram ativamente da construção da história do Rio Grande do Sul”, disse.
Ela também ressaltou a parceria com o ilustrador Alisson Affonso e o trabalho da Editora Libretos na publicação do livro.
Premiação e reconhecimento local
O Prêmio Açorianos de Literatura reúne escritores em nove categorias: Juvenil, Infantil, Dramaturgia, Crônica, Conto, Poesia, Especial, Ensaio de Literatura e Humanidades e Narrativa Longa.
A cerimônia de entrega está marcada para o dia 27 de abril, no Teatro Renascença. A premiação é considerada uma das mais importantes do cenário literário do Rio Grande do Sul.
Na categoria Infantil, além de Ângela Xavier, concorrem Martina Schreiner, com Meu!, e Milene Barazzetti, com As palavras de Melina.
A presença de uma autora de Gravataí entre os finalistas reforça a produção cultural do município e amplia a visibilidade de temas ligados à memória e à representatividade na literatura infantil.
A indicação também projeta o trabalho desenvolvido na Casa de Cultura e evidencia o papel de iniciativas locais na formação de leitores e na valorização de diferentes narrativas históricas.






