Brasil em 50 e 82. Hungria em 54 e Holanda vinte anos mais tarde. Ao citar alguns episódios emblemáticos, lembramos que, historicamente, a Copa do Mundo é um “cemitério” das favoritas.
Neste ano, a “maldição” segue ecoando para parte das grifes do Planeta Bola. Entretanto, para toda regra… Habemus a França de Didier Deschamps! A qualidade de jogo é surreal. Nada revolucionário na tática, mas a qualidade individual é assombrosa.
A França é, disparada, a melhor seleção do torneio. Sempre foi a principal favorita. Nunca entendi colocarem a Argentina na mesma prateleira, por exemplo. Mas, enfim. Os “Le Bleus” enchem os olhos pela qualidade de jogo, pelo equilíbrio dos setores, pelo protagonismo das individualidades e pela força incomum das opções no banco de reservas.
Somente a dupla Dembélé e Mbappé possui 13 dos 16 gols da equipe até o momento, sendo municiada por Olise, autor de cinco assistências. No lado esquerdo do ataque, Désiré Doué e Barcola se revezam na camisa 11.
Aliás, Kylian Mbappé tem 20 gols em 20 jogos distribuídos em três Copas do Mundo. Um absurdo! Caminha a passos largos para se tornar o maior artilheiro da história da competição. Em 2026, já colocou oito bolas na rede e divide a artilharia com Lionel Messi.
Voltando ao time, os laterais reservas, Gusto e Theo Hernandez, são superiores tecnicamente. Entretanto, pelo equilíbrio do time, jogam os mais defensivos Koundé e Digne.
Na cabeça da área estão os jogadores de menor notoriedade, Koné e Rabiot, mas igualmente necessários para carregar o “piano”, legando liberdade para o quarteto final e letal. Ainda acho, porém, que exista espaço para a titularidade de Tchouaméni.
Se der a lógica, o mundo inteiro já sabe quem chegará ao lugar mais alto do pódio em 19 de julho. Aos demais postulantes, cabe agarrar-se aos exemplos da história. Afinal, é futebol! E nenhuma outra competição do planeta é tão pródiga em surpresas. A Copa do Mundo é a terra oficial do imponderável. O Futebol Além do Resultado torce para que a França seja a exceção de 2026…






