Canoas, Gravataí e Cachoeirinha estão entre os municípios da Região Metropolitana com maior número de fraudes e furtos de energia elétrica identificados pela CPFL RGE em 2025.
Segundo dados divulgados pela distribuidora, Canoas lidera o ranking regional com 345 irregularidades encontradas após operações de fiscalização. Gravataí aparece em segundo lugar, com 266 casos, enquanto Cachoeirinha soma 102 ocorrências identificadas.
Ao longo do ano passado, a CPFL RGE informou ter regularizado 1.529 instalações clandestinas na Região Metropolitana a partir de denúncias feitas por consumidores.
Foram mais de 4,4 mil relatos recebidos pela empresa, resultando em inspeções técnicas e ações conjuntas com forças policiais.
A energia recuperada nas operações ultrapassa 1,3 mil megawatts-hora (MWh), volume equivalente ao consumo médio de 645 residências durante um ano inteiro, conforme a distribuidora.
Entre as cidades com maior número de denúncias registradas, Canoas também lidera, com 891 comunicações feitas por clientes. Gravataí aparece logo atrás, com 721 denúncias. Cachoeirinha teve 281 registros.
Veja os dados divulgados pela RGE:
| Município | Denúncias | Fraudes identificadas |
|---|---|---|
| Canoas | 891 | 345 |
| Gravataí | 721 | 266 |
| São Leopoldo | 595 | 230 |
| Cachoeirinha | 281 | 102 |
| Sapucaia do Sul | 240 | 81 |
Popularmente conhecidos como “gatos”, os furtos de energia incluem ligações clandestinas e adulterações em medidores.
Segundo a empresa, além de crime, as práticas comprometem a qualidade do fornecimento e colocam moradores em risco.
“As ligações irregulares são feitas sem critérios técnicos e podem provocar sobrecarga na rede, interrupções no fornecimento, curtos-circuitos, incêndios e até choques fatais”, informou a distribuidora.
O gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL, Daniel Carvalho, afirmou que as denúncias ajudam não apenas na recuperação da energia desviada, mas também na segurança da população.
“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirmou.
A empresa também alerta para o impacto financeiro causado pelas fraudes.
Segundo Carvalho, parte das chamadas “perdas não técnicas” — categoria que engloba furtos e fraudes — é considerada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) nos processos de revisão tarifária, o que pode influenciar no valor da conta de luz para todos os consumidores.
No Brasil, o furto de energia é crime previsto no Código Penal, com pena de um a quatro anos de prisão, além de multa.
Nos casos envolvendo adulteração de medidores ou dispositivos de desvio, as punições podem ser ampliadas conforme a situação investigada.
Além das denúncias, a CPFL RGE informou ter investido R$ 31,5 milhões em tecnologias de combate às irregularidades em 2025.
Entre as medidas adotadas estão caixas invioláveis, medidores instalados no alto de postes e sistemas de monitoramento remoto para unidades industriais e reincidentes.imas são o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.






