A presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Patrícia Alba, recebeu na segunda-feira (11) um grupo de mães de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Especial Mercedes Helena Vicentini, em Gravataí, para discutir problemas relacionados à estrutura e ao atendimento da instituição.
A escola atende principalmente 110 estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) com graus 2 e 3 de suporte, que necessitam de acompanhamento especializado e ambiente adaptado.
Durante o encontro, as mães relataram dificuldades na estrutura física e no funcionamento da escola. Entre os principais problemas apontados estão a ausência de quadra coberta e área de recreação adaptada, falta de materiais pedagógicos específicos, alta rotatividade de monitores e dificuldades no acesso dos ônibus escolares.
Segundo os relatos, os estudantes são deixados longe da entrada principal da escola e sem área coberta para desembarque.
Michelle Dias Costa e Carla Martins, representantes do grupo, afirmaram que a instituição tem potencial para se tornar referência no Estado, mas enfrenta limitações que prejudicam o atendimento adequado aos alunos.
“A escola poderia ser modelo para outras cidades, mas hoje acaba sendo ineficiente por não contar com a infraestrutura e os recursos necessários para atender plenamente os nossos filhos”, afirmou Michele.
Durante a reunião, Patrícia Alba destacou que a escola foi planejada para integrar um complexo de educação especial durante a gestão do ex-prefeito Marco Alba e afirmou que o projeto original precisa ser retomado.
A parlamentar anunciou duas iniciativas para tratar das demandas apresentadas: a realização de uma visita técnica à instituição e uma audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa. A data do encontro ainda será definida.
“Estamos tratando de crianças que precisam de um atendimento diferenciado e de um ambiente adequado para aprender e se desenvolver. Nosso compromisso é buscar soluções concretas para que a Escola Mercedes Helena Vicentini cumpra plenamente sua missão”, afirmou a deputada.
Segundo Patrícia Alba, a situação da escola vem sendo acompanhada desde o período em que a instituição demorou para entrar em funcionamento.






