Uma investigação da Polícia Civil sobre um audacioso roubo a uma joalheria dentro de um shopping center de Porto Alegre chegou a Gravataí. Na terça-feira (9), agentes da 1ª Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (1ª DR/Deic) cumpriram mandados judiciais no município durante a Operação Relicário, que busca desarticular o grupo suspeito de participar do crime.
Ao todo, foram executadas 13 medidas cautelares, entre elas oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. As ações ocorreram em Gravataí, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Viamão, Campo Bom e Alvorada. Quatro pessoas foram presas.
O caso investigado ocorreu em 23 de abril deste ano, quando criminosos armados invadiram uma joalheria instalada em um shopping da Capital e fugiram com diversas peças. O prejuízo estimado pela empresa vítima chega a R$ 268 mil.
Segundo o delegado Gabriel Casanova, responsável pela investigação, pelo menos cinco pessoas participaram da ação criminosa — quatro homens e uma mulher.
As apurações apontam que dois integrantes entraram na loja utilizando bonés e possivelmente barba postiça para dificultar o reconhecimento. Armados, eles renderam três funcionárias e recolheram diversas joias do estabelecimento.
Após o roubo, os assaltantes trancaram as vítimas em um banheiro da loja e deixaram o shopping caminhando, tentando não despertar suspeitas.
Do lado de fora, um terceiro integrante aguardava em um veículo utilizado na fuga inicial. Na sequência, o grupo trocou de automóveis em diferentes pontos do trajeto, estratégia conhecida como “baldeação”, utilizada para dificultar o trabalho das forças de segurança.
A ligação de Gravataí com a investigação ficou evidenciada durante o avanço das diligências da Polícia Civil. A cidade foi um dos municípios onde foram cumpridas medidas judiciais autorizadas pela Justiça, indicando que suspeitos ou elementos importantes para a apuração têm relação com o município.
Embora a polícia ainda não tenha detalhado qual seria o papel específico dos investigados ligados a Gravataí, os mandados cumpridos na cidade fazem parte da ofensiva para identificar toda a estrutura logística e operacional utilizada pelo grupo.
Imagens e perícia ajudaram a identificar suspeitos
A identificação dos envolvidos foi possível após um intenso trabalho investigativo conduzido pela 1ª DR/Deic, com apoio do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Os policiais analisaram imagens de câmeras de monitoramento, realizaram diligências de campo e cruzaram informações obtidas ao longo das investigações. O material permitiu apontar a participação dos suspeitos e embasar os pedidos de prisão e busca e apreensão.
Durante a operação, os agentes buscaram localizar joias roubadas, aparelhos celulares, veículos, roupas utilizadas no assalto e outros objetos que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
De acordo com a Polícia Civil, a Operação Relicário representa mais uma etapa das investigações. O objetivo agora é aprofundar a apuração sobre a participação de cada integrante e identificar possíveis envolvidos que tenham prestado apoio logístico ou operacional antes, durante ou após o roubo.
Informações que possam auxiliar as investigações podem ser repassadas à Polícia Civil pelos telefones (51) 98608-5865 e 0800-510-2828.






