SEGURANÇA

Filho de ex-governador é preso suspeito de agredir mulher em Canoas; defesa nega

Um advogado, filho do ex-governador do Rio Grande do Sul e atual secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, foi preso em flagrante na quinta-feira (13), em Canoas, sob suspeita de violência doméstica contra uma mulher.

As informações foram divulgadas pelo jornalista Marcel Horowitz, da Rádio Guaíba, em reportagem publicada nesta sexta-feira (14).

Segundo a Polícia Civil, o advogado foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal contra mulher e ameaça. Após passar por audiência de custódia nesta sexta-feira, ele obteve liberdade provisória e responderá à investigação fora da prisão.

De acordo com informações obtidas pela Rádio Guaíba junto às autoridades policiais, uma equipe do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi chamada para atender uma ocorrência em uma residência no bairro Estância Velha, por volta das 10h de quinta-feira.

Ainda conforme o relato policial reproduzido pelo jornalista Marcel Horowitz, a mulher, que também é advogada e mantinha relacionamento com o investigado, afirmou aos policiais que teria sido ameaçada e agredida. A reportagem revela que a vítima apresentava um ferimento na boca, com sangramento, segundo a Polícia Civil.

Conforme a ocorrência, a mulher também relatou supostas ameaças de morte e de divulgação de fotos íntimas.

O investigado foi levado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde ocorreu a autuação em flagrante. Segundo a Polícia Civil, durante o interrogatório ele permaneceu em silêncio.

Defesa contesta versão apresentada

Em contato com a Rádio Guaíba, o advogado Leonel Carivali, responsável pela defesa do investigado e que já foi delegado em Gravataí, afirmou que o cliente nega as acusações.

Segundo Carivali, foi o próprio advogado quem acionou o 15º BPM, utilizando o telefone celular, e permaneceu no imóvel aguardando a chegada dos policiais. A defesa afirma que essa informação está documentada no procedimento policial.

Em nota encaminhada à imprensa e reproduzida na reportagem de Marcel Horowitz, Carivali também contestou informações sobre a gravidade das lesões.

De acordo com o advogado, ambos os envolvidos foram submetidos a exames médicos e apresentaram lesões corporais leves e recíprocas.

A defesa afirma ainda que o laudo médico da mulher não registraria “diversos hematomas”, como teria sido informado anteriormente.

Outro ponto contestado pelo advogado é a existência de supostos episódios anteriores de violência.

Na nota enviada à Rádio Guaíba, Carivali afirma que não existem registros policiais indicando episódios anteriores de violência física ou psicológica entre os dois.

A defesa também cita uma testemunha que teria tido contato com o casal após a ocorrência. Segundo o advogado, essa pessoa declarou nunca ter presenciado situações de animosidade entre os dois durante o período de convivência.

Carivali afirmou que o cliente repudia qualquer forma de violência, especialmente a violência de gênero, e que confia na investigação e no devido processo legal.

Ex-governador não comenta o caso

A Rádio Guaíba também procurou Ranolfo Vieira Júnior, pai do investigado e atual secretário-chefe da Casa Civil.

Segundo o jornalista Marcel Horowitz, o ex-governador informou, por mensagem, que estava cumprindo compromissos profissionais e não poderia atender às ligações.

Ranolfo afirmou que, por enquanto, não pretende comentar o episódio.

“Os fatos são de natureza privada, motivo pelo qual não me manifestarei neste momento”, declarou o ex-governador à reportagem da Rádio Guaíba.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil. As circunstâncias da ocorrência ainda deverão ser esclarecidas durante o procedimento policial e eventual processo judicial.

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