Com a derrota por 3 a 0 — e ficou barato — para o Atlético-MG, em BH, o time de Luís Castro completou 11 jogos fora de casa pelo Brasileirão com incríveis sete derrotas e nenhuma vitória.
Se ampliarmos o recorte para todos os jogos da temporada, o terror é ainda maior: apenas quatro triunfos em 22 partidas longe de Porto Alegre. Um vexame com sotaque de Lisboa. Contra o Galo, o planejamento foi digno de demissão por justa causa.
A comissão técnica teve uma semana inteira para preparar o confronto. Dodi foi o escolhido para a vaga de Villasanti, compondo um meio-campo com jogadores de baixíssima qualidade de armação, passe e “penso”. Teria como dar certo?
Novamente, um time com três volantes e, mesmo assim, cedendo espaços estratosféricos. No intervalo, depois de sair perdendo por 1 a 0, o treinador reequilibrou o desenho da equipe com o ingresso, sobretudo, do estreante Filip Krovinović, o 12º estrangeiro do elenco. Mas outra mudança foi devastadora…
A troca de Tetê por Pavón transformou o lado direito da defesa em uma avenida. Foi justamente por ali que o Galo liquidou o confronto. Depois disso, Castro abriu ainda mais o time com o ingresso de Gabriel Mec.
Tecnicamente, passou a escalar o melhor time possível. Uma pena, porém, ter lançado mão da qualidade apenas no desespero, e não por convicção — algo que poderia ter sido trabalhado ao longo da última semana.
A direção mantém Luís Castro. Poderia ter trocado ainda na pausa para a Copa do Mundo, não? Agora, teremos o Bragantino, novamente fora de Porto Alegre. Em caso de novo insucesso, não trocarão o comando às vésperas do Gre-Nal, né?
Enfim, gremistada, oremos pelo bem do futebol gaúcho…
O Tricolor é um barco à deriva dentro de campo. E, fora dele, como será que está?






