O empresário Marcelo Marques, natural de Gravataí e dono da Marquespan, anunciou nesta segunda-feira (22) que não será candidato à presidência do Grêmio. O comunicado foi feito por meio de suas redes sociais, em tom de despedida definitivo da disputa eleitoral no clube.
“Depois de muita reflexão, decidi retirar minha pré-candidatura à presidência do Grêmio. É uma escolha muito bem pensada, tomada com serenidade e consciência, e é definitiva”, escreveu o dirigente, citando motivos pessoais, familiares e profissionais para a desistência.
O anúncio mexe novamente com o cenário político do clube. No fim de agosto, Marcelo já havia comunicado que não concorreria, alegando desgaste com as disputas internas. Dois dias depois, voltou atrás e se recolocou como pré-candidato, movimento que surpreendeu torcedores e dirigentes.
A decisão definitiva, segundo ele, está ligada à pressão pública em torno de sua imagem, ao compromisso com a Marquespan e à convicção de que o Grêmio precisa de alguém com “mais disponibilidade e conhecimento sobre o mundo do futebol”.
Papel decisivo na Arena
Marcelo destacou que sua maior contribuição ao clube já foi realizada: a quitação da dívida e a recompra da gestão da Arena. “Foi um esforço incansável, do qual não me arrependo, para que a Arena voltasse a ser 100% do Grêmio”, afirmou.
Ele seguirá responsável pela gestão do estádio até 2026, prometendo entregar o espaço como “uma das arenas mais modernas da América Latina”.
Gravataí em peso no Conselho
Mesmo fora da corrida presidencial, Marcelo segue influente no processo eleitoral. Seu nome encabeça a chapa favorita ao Conselho Deliberativo, ao lado de outros gravataienses notórios: o prefeito Luiz Zaffalon, o deputado estadual Dimas Costa e o empresário Rafael “do Argeu”.
Com 150 conselheiros eleitos para um mandato de seis anos, a votação acontece no próximo dia 27 de setembro. Já a eleição para presidente está marcada para novembro.






